NY ainda terá fator China pesando na abertura

As bolsas norte-americanas devem iniciar o pregão desta quarta-feira, 12, em baixa, sinalizam os índices futuros. A agenda desta quarta-feira está novamente esvaziada nos Estados Unidos e preocupações com a desaceleração da China e a crise na Ucrânia voltam a influenciar negativamente os preços das ações. Às 10h15 (de Brasília), o Dow Jones futuro perdia 0,30%, o Nasdaq recuava 0,34% e o S&P 500 cedia 0,29%.

ALTAMIRO SILVA JÚNIOR, CORRESPONDENTE, Agencia Estado

12 de março de 2014 | 10h25

Na China, a queda inesperada de 18,1% das exportações em fevereiro anunciada no final de semana continua contribuindo para gerar especulações de que a economia do país pode estar se desacelerando mais rapidamente que o previsto.

Já na Ucrânia, a proximidade do referendo, no próximo domingo, 16, que vai decidir se a Crimeia se separa do país e se anexa à Rússia também contribui para o clima de maior nervosismo dos mercados. Na tentativa de uma solução para a crise da região, o primeiro-ministro interino da Ucrânia, Arseniy Yatsenyuk, se encontra nesta quarta-feira com o presidente Barack Obama na Casa Branca.

Ainda no cenário externo, dados mais fracos do que o esperado da indústria na Europa contribuem para a queda dos índices futuros em Nova York. A produção industrial da zona do euro cedeu 0,2% em janeiro ante dezembro. A expectativa dos economistas era de que subisse 0,5%.

"Depois das altas de fevereiro, as ações nos EUA parecem muito caras, tanto do ponto de vista técnico como em uma análise dos fundamentos das empresas", avalia o analista-chefe do Danske Bank, Allan von Mehren, em um relatório a investidores. Por isso, os investidores aproveitam este momento de pausa na agenda de divulgação de indicadores e resultados corporativos para realizar lucros.

Com o mercado relativamente calmo nos EUA no início desta semana, os relatórios de bancos de investimento e análises de economistas ressaltam que, além de uma piora da situação na Ucrânia, o que deve mexer mais com o mercado nos próximos dias é a reunião do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) na semana que vem. O encontro será o primeiro de Janet Yellen como presidente do Fed e será seguido de entrevista à imprensa.

Na quinta-feira, 13, o mercado terá um dia mais agitado, com os esperados dados das vendas de varejo de fevereiro e a confirmação, ou não, no Senado dos indicados pelo presidente Barack Obama para a diretoria do Fed, que inclui o economista escolhido para ser vice de Yellen, Stanley Fischer. Na noite de sexta-feira, Fischer dá sua primeira visão pública das perspectivas para a economia norte-americana em uma apresentação na Universidade de Stanford, na Califórnia.

No mundo corporativo, a montadora General Motors (GM), a maior dos EUA, continua nas manchetes dos jornais norte-americanos por conta da demora em fazer um recall em quase 1,6 milhão de veículos. Nesta quarta, o The New York Times em matéria de capa diz que o Departamento de Justiça começou uma investigação criminal sobre o caso. Os problemas técnicos nos carros podem ter causado a morte de 13 pessoas em 31 acidentes. No pré-mercado, o papel da GM recuava 0,61%.

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