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NY busca rumo com dados confusos sobre economia

Uma série de dados e balanços produzia um ambiente desordenado no mercado acionário norte-americano, deixando as ações sem rumo, enquanto os operadores tentavam buscar sinais mais consistentes sobre as perspectivas para a taxa de juros, os lucros futuros e o mercado imobiliário nos EUA. Enquanto o núcleo suave dos preços do atacado e os sinais de esfriamento do setor imobiliário dissiparam as preocupações sobre um prolongamento da alta da taxa de juros nos EUA, a inflação ampla no atacado foi preocupante, em razão dos preços mais elevados da energia. A robusta atividade manufatureira indicou que o crescimento econômico permanece intacto, a despeito do descorado desempenho do setor imobiliário, enquanto os preços da energia continuam altos, o que pode conter um viés mais leniente por parte do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA). Em meio à falta de um diagnóstico claro sobre a economia, os índices referenciais de Wall Street tomavam o caminho negativo. O Dow Jones cedia 0,24%, com as ações da Home Depot exercendo forte influência na queda, já que recuavam 2,66%. A empresa de produtos de decoração e reformas domésticas anunciou lucro de US$ 0,70 por ação, acima do US$ 0,67 por ação esperado por analistas. Mas suas vendas de US$ 21,46 bilhões ficaram abaixo da previsão de US$ 21,63 bilhões. A Hewlett-Packard era a principal draga do índice, com queda de 4,88%. A empresa deve divulgar seu balanço trimestral após o fechamento da sessão. A Wal-Mart subia 1,3%, após seu lucro por ação de US$ 0,63 ter superado as expectativas doa analistas em dois centavos. O faturamento da empresa subiu 12%, para US$ 80,47 bilhões. A varejista divulgou projeções cautelosas para o lucro no ano, em razão do impacto do aumento dos custos com energia na disposição de gastos de seus clientes. O Nasdaq perdia 0,54%, às 12h57 (de Brasília). Mas como o Fed debate se interrompe ou não sua campanha de elevação da taxa de juros de curto prazo para conter a inflação, todos os olhos se voltavam para o dado de inflação. O PPI cheio mostrou alta de 0,9%, superando a variação de 0,8% prevista, mas o núcleo do índice, que expurga alimentos e energia, subiu apenas 0,1%, abaixo da variação de 0,2% esperada por analistas. Amanhã, o Departamento do Trabalho vai divulgar o dado de inflação para o consumidor em abril, que, geralmente, é visto como um retrato mais acurado das pressões de preços para a economia ampla. Pela manhã, um outro dado evidenciou a desaceleração do setor imobiliário. O número de obras iniciadas em abril caiu 7,4%, em bases sazonalmente ajustadas, para uma média anualizada de 1,849 milhão de unidades. Os analistas previam um declínio de 0,5%. A despeito da desaceleração no segmento imobiliário, o setor manufatureiro indicou vigor em abril. A produção industrial cresceu 0,9%, bem acima da expansão de 0,5% prevista. As informações são da Dow Jones.

Agencia Estado,

16 de maio de 2006 | 13h20

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