NY cai com investigação contra Goldman e vazamento de petróleo

JP Morgan caía 2,07% e Bank of America perdia 1,58%, enquanto os investidores avaliam se investigação poderá afetar outros grandes bancos

Danielle Chaves, da Agência Estado,

30 de abril de 2010 | 12h30

As bolsas de Nova York estão em queda, pressionadas pelos setores de energia e finanças, à medida que aumentam as preocupações com os potenciais impactos do vazamento de petróleo no Golfo do México e da investigação criminal contra o Goldman Sachs. Às 12h15 (de Brasília), o Dow Jones caía 0,08%, o Nasdaq recuava 0,47% e o S&P 500 perdia 0,29%.

JP Morgan caía 2,07% e Bank of America perdia 1,58%, enquanto os investidores avaliam como uma investigação criminal contra o Goldman poderá eventualmente afetar outros grandes bancos. A investigação, conduzida por promotores federais dos EUA, quer saber se o Goldman ou seus funcionários cometeram fraude com produtos relacionados a hipotecas.

As ações do Goldman, que não faz parte do índice Dow Jones, caíam 8,%. A agência de classificação de risco Standard & Poor's rebaixou sua recomendação para as ações do Goldman de "manter" para "vender". "O Goldman está sendo apresentado como o demônio da bolha do subprime e, se houver algum sucesso nessas acusações, quem será o próximo?", observou Frank Ingarra Jr., vice-gerente de carteiras da Hennessy Funds.

Já no setor de energia, a queda das ações foi provocada pelo enorme vazamento de petróleo no Golfo do México, que atingiu a costa da Louisiana, nos EUA. O governo norte-americano pediu que a Marinha ajude a conter o vazamento. Os preços do petróleo operam em alta de 0,75% na Nymex eletrônica, a US$ 85,80 por barril. As baixas são lideradas por Halliburton (-3,86%) e Diamond Offshore Drilling (-3,78%).

Entre os indicadores econômicos divulgados hoje, o Departamento do Comércio informou que a economia dos EUA cresceu à taxa anual de 3,2% nos três primeiros meses deste ano, levemente abaixo da previsão de 3,3% de expansão. Os gastos dos consumidores aumentaram e o núcleo do índice da inflação, que exclui alimentos e energia, caiu para o menor nível em 51 anos.

O índice de atividade dos gerentes de compra medido pelo Instituto para Gestão de Oferta de Chicago (ISM, na sigla em inglês) subiu de 58,8 em março para 63,8 em abril. No entanto, índice de sentimento do consumidor final de abril da pesquisa Reuters/Universidade de Michigan caiu para 72,2, de 73,6 em março. As informações são da Dow Jones.

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