NY dev e reagir com alta a pedidos de auxílio-desemprego

As bolsas norte-americanas devem abrir a quinta-feira, 17, em alta, sinalizam os índices futuros. Depois de dois dias de bolsas em alta e de agenda agitada, com vários indicadores e discursos de dirigentes do Federal Reserve, os índices ainda encontram fôlego para subir no último pregão da semana, influenciados pelos pedidos de auxílio-desemprego melhores que o esperado e resultados corporativos positivos. Às 10h15 (de Brasília), o Dow Jones futuro subia 0,07%, o Nasdaq ganhava 0,33% e o S&P 500 avançava 0,15%.

ALTAMIRO SILVA JÚNIOR, CORRESPONDENTE, Agencia Estado

17 de abril de 2014 | 10h26

As bolsas não abrem na sexta-feira, 18, nos Estados Unidos e o mercado de bônus fecha mais cedo hoje, dia com agenda mais esvaziada de indicadores e discursos, mas não de balanços de empresas. Um dos números mais esperados nesta quinta eram as solicitações de auxílio-desemprego, que subiram para 304 mil na semana encerrada em 12 de abril. A previsão dos economistas era de que os pedidos subissem para 315 mil, depois de terem atingido o menor nível desde 2007 na semana anterior. A leitura inicial do dado de hoje é que o nível de demissões continua baixo no país, sugerindo um mercado de trabalho mais forte.

Após a abertura do mercado, às 11h (de Brasília), o Fed da Filadélfia divulga o índice de atividade regional. Este indicador é monitorado pelos economistas em busca de tendências do setor manufatureiro e costuma ser usado para refinar as previsões do índice de atividade dos gerentes de compra (ISM, na sigla em inglês) da indústria.

A estrategista da Mesirow Financial, Diane Swonk, diz que os indicadores divulgados nos últimos dias, principalmente a produção industrial de março, sinalizam que muito do impacto negativo do inverno rigoroso na atividade vai ser recuperado nas próximas semanas, por isso o interesse pelos indicadores de abril. "Os números têm mostrado que os estragos causados pelo inverno foram curtos e devem ser rapidamente recompostos", escreve em uma análise a clientes.

No noticiário corporativo, várias companhias divulgaram balanço trimestral nesta manhã, incluindo os bancos Morgan Stanley e Goldman Sachs, a PepsiCo, a General Eletric e a gestora BlackRock. Os bancos se destacaram, com resultados que superaram as expectativas. O papel do Goldman subia 2,4% no pré-mercado, enquanto o do Morgan avançava 2,84%.

O Google, por outro lado, era destaque de baixa e sua ação recuava 2% no pré-mercado. Ontem, após o fechamento do mercado, a empresa divulgou números piores que o previsto, especialmente de crescimento de receitas com anúncios. O lucro líquido foi de US$ 3,45 bilhões no primeiro trimestre, ante US$ 3,35 bilhões no mesmo período do ano passado.

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