NY deve abrir com baixas puxadas por produção industrial

Os índices futuros apontam para uma abertura em baixa das bolsas norte-americanas hoje, após os dados decepcionantes da produção industrial. A expectativa agora é por números de janeiro da confiança do consumidor. Às 12h20 (de Brasília), o Dow Jones futuro perdia 0,16%, o Nasdaq caía 0,12% e o S&P 500 recuava 0,19%.

ALTAMIRO SILVA JÚNIOR, CORRESPONDENTE, Agencia Estado

14 de fevereiro de 2014 | 12h37

A sexta-feira tem novos indicadores econômicos de janeiro, mês que vem surpreendendo negativamente Wall Street com números abaixo do previsto. A produção industrial nos Estados Unidos em janeiro caiu 0,3% - a primeira queda desde julho -, contrariando a expectativa de alta de 0,3%.

Logo após a abertura do mercado, às 12h55 (de Brasília), será divulgado o índice de sentimento do consumidor da Universidade de Michigan com a leitura final do mês passado. O Deutsche Bank projeta o indicador em 82, pouco acima dos 81,2 de dezembro. O economista do banco alemão nos EUA, Brett Ryan, destaca que aumentaram os temores quanto ao ritmo da recuperação da economia depois dos recentes indicadores piores que o previsto. Isso deve contribuir para que a confiança do consumidor não tenha melhora expressiva. Outro ponto é que a volatilidade recente nas bolsas deve afetar a percepção dos agentes.

"A grande questão no mercado acionário dos Estados Unidos neste momento é qual a verdadeira força da economia doméstica neste começo de ano", escreve o estrategista-chefe de mercados da corretora CovergEx Group, Nicholas Colas. Os mais pessimistas apostam que o crescimento ficará em torno de 1,5% neste primeiro trimestre e os mais otimistas esperam algo na casa dos 2%. O inverno rigoroso, avalia ele, tem dificultado previsões mais claras.

O primeiro número do dia foi o índice de preços das importações, que subiu 0,1% em janeiro ante dezembro. A previsão dos economistas era de queda de 0,2%.

Além dos indicadores, o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de Dallas, Richard Fisher, dá uma entrevista ao canal de rádio da Bloomberg News às 13h (de Brasília). Ele vota este ano nas reuniões de política monetária e defende retirada mais rápida dos estímulos. Na semana passada, ele reconheceu que o inverno rigoroso vem afetando a economia.

No noticiário corporativo, resultados trimestrais devem concentrar a atenção. A seguradora AIG reverteu prejuízo e teve lucro de US$ 1,98 bilhão no quarto trimestre, batendo as projeções dos analistas. Em 2008, a companhia, então uma das maiores seguradoras do mundo, precisou ser resgatada pelo governo norte-americano para não quebrar. No pré-mercado, o papel recuava 0,49%.

Já a Kraft Foods reportou lucro de US$ 931 milhões no quarto trimestre, bem acima dos US$ 90 milhões do mesmo período do ano passado. O resultado, que foi inflado por benefícios de planos de previdência, superou o estimado. No pré-mercado, o papel subia 0,64%.

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