NY deve abrir em alta em dia que Alcoa abre os balanços

EUA iniciam temporada de resultados do 2.º trimestre; investidores parecem menos preocupados com o Fed

ALTAMIRO SILVA JÚNIOR, CORRESPONDENTE, Agencia Estado

08 de julho de 2013 | 10h36

As bolsas norte-americanas devem iniciar a semana em alta, sinalizam os índices futuros. Em dia de agenda fraca de indicadores nos Estados Unidos, mas que marca o início dos resultados corporativos do segundo trimestre, com o balanço da Alcoa, os investidores parecem começar a semana menos preocupados com mudanças na política monetária do Federal Reserve. Às 10h15 (de Brasília), o Dow Jones futuro subia 0,36%, o Nasdaq ganhava 0,58% e o S&P 500 tinha alta de 0,43%.

Na agenda desta segunda-feira, 08, o único indicador previsto são dados do mercado de crédito ao consumidor de maio. A expectativa da gestora Ameriprise Financials é que o volume suba para US$ 13 bilhões, crescimento de 18% ante abril. A alta deve ser puxada por vendas maiores de automóveis e empréstimos para estudantes. Os números serão divulgados às 16h (de Brasília).

Se nesta segunda a agenda está menos intensa, anúncios importantes estão reservados para os próximos dias desta semana. O mais esperado é a ata da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), que será divulgada na tarde de quarta-feira, 10, e deve ajudar na formação de expectativas sobre as mudanças na política monetária do Fed, o banco central dos EUA. A expectativa é de que o documento mostre como está o consenso entre os dirigentes do Fed sobre o melhor momento para iniciar a redução das compras de ativos.

No mesmo dia da ata, o presidente do Fed, Ben Bernanke, fará uma apresentação em um evento sobre os 100 anos do banco central norte-americano. Sua apresentação deve se focar na história do banco, mas também terá uma parte dedicada a perspectivas de política monetária, que é a mais esperada pelos investidores, sobretudo por ocorrer duas horas depois da divulgação da ata do Fomc e também depois dos dados do mercado de emprego. Na última sexta-feira, 05, o Departamento de Trabalho anunciou a criação de 195 mil vagas, acima das 160 mil projetadas pelo mercado.

Na avaliação do economista sênior da Standard Life Investments, Douglas Roberts, a dúvida que ainda persiste no mercado é que, mesmo com alguns indicadores recentes mostrando recuperação da atividade econômica nos Estados Unidos, como as estatísticas de emprego, não seria prematuro retirar parte dos estímulos monetários no curto prazo. A previsão da gestora é que o crescimento do país deve ficar entre 2,5% e 3% nos próximos 18 meses, números considerados bons, sobretudo em meio aos cortes de gastos públicos. Mas ao mesmo tempo, a economia mundial deve continuar crescendo pouco, com países europeus em recessão e a China desacelerando sua expansão. Nesse contexto, o questionamento é se os EUA vão conseguir manter este ritmo sem parte dos estímulos monetários do Fed, diz Roberts em relatório.

No noticiário corporativo, começa nesta segunda-feira a divulgação dos resultados do segundo trimestre de grandes empresas. A Alcoa, maior fabricante de alumínio do mundo, dá a largada após o fechamento do mercado. Mesmo em meio à queda dos preços internacionais do alumínio por causa da economia mundial ainda fraca e da desaceleração do crescimento da China, a expectativa dos analistas é de que o lucro da companhia fique estável na comparação com o mesmo período de 2012, em US$ 0,06 por ação.

Nesta semana, divulgam também balanços a Chevron, na quarta-feira, e dois grandes bancos, JPMorgan Chase e Wells Fargo, ambos na sexta-feira. A expectativa é que as duas instituições financeiras reportem crescimento no lucro, segundo consenso calculado pelo FactSet. No Wells Fargo, focado em mercado imobiliário, a perspectiva é de crescimento de 12% nos ganhos, em meio ao crescimento das vendas de imóveis. No JPMorgan, o resultado deve se expandir 32%. Já a Chevron anuncia números preliminares do segundo período do ano. Os resultados finais saem dia 2 de agosto.

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