NY deve abrir em alta, sinalizam índices futuros

As bolsas norte-americanas devem iniciar a segunda-feira em alta, sinalizam os índices futuros. A expectativa desta semana é para a volta da divulgação de indicadores econômicos calculados por departamentos do governo que estavam fechados desde o começo do mês e podem ajudar a dar novas pistas sobre o futuro da política monetária do país. Nesta segunda, as atenções se voltam para números do setor imobiliário e para resultados corporativos. Às 11h20 (de Brasília), o Dow Jones futuro subia 0,10%, o Nasdaq ganhava 0,34% e o S&P 500 avançava 0,14%.

ALTAMIRO SILVA JÚNIOR, CORRESPONDENTE, Agencia Estado

21 de outubro de 2013 | 11h33

A percepção de Wall Street de que a política monetária não deve mudar agora e que a redução de compras de ativos pode até ficar para 2014 foi reforçada nesta manhã. O presidente do Federal Reserve de Chicago, Charles Evans, voltou a afirmar hoje, em entrevista ao canal de televisão CNBC, que o momento não é para redução de estímulos monetários e que uma mudança no ritmo de compras é possível na reunião de dezembro, desde que os próximos relatórios de emprego venham bons e a economia cresça. O dirigente mostrou preocupação com o crescimento fraco do consumo privado e disse que um novo impasse fiscal pode pesar em dezembro. Evans tem poder de voto na reunião de política monetária do Fed, marcada para os dias 29 e 30 deste mês.

Entre os indicadores, as vendas de moradias usadas serão divulgadas às 12h (de Brasília) e a expectativa de Wall Street é que haja queda na comercialização. Os economistas do banco Wells Fargo, o maior em crédito imobiliário e hipotecas dos EUA, projetam recuo de 3,1% nas vendas em setembro ante agosto.

A razão é que em agosto houve um crescimento inesperado na demanda por moradias, que atingiu o maior nível desde 2007. Naquele mês, as famílias temiam que as taxas das hipotecas, que estavam em alta, fossem subir mais após a redução dos estímulos monetários prevista para ser anunciada em setembro pelo Fed. Como não ocorreu a mudança da política monetária e as taxas das hipotecas pararam de subir, as pessoas adiaram a compra do imóvel e o Wells Fargo projeta um recuo do comércio destas residências em setembro. O nível anualizado deve atingir 5,31 milhões de moradias, ante 5,48 milhões em agosto.

No noticiário corporativo, os balanços trimestrais devem continuar sendo os destaques do dia, que tem agenda cheia de anúncios de resultados. McDonald''s, NetFlix, Texas Instruments e Halliburton estão entre as companhias com os números mais esperados, ou para antes da abertura do mercado ou para depois do encerramento do pregão. O McDonald''s anunciou aumento de 5% no lucro no terceiro trimestre ante igual período do ano passado, para US$ 1,52 bilhão. O número ficou acima do esperado por Wall Street, mas as receitas vieram um pouco abaixo e o presidente da rede de comida rápida citou um cenário "desafiador" para os próximos meses. No pré-mercado, o papel recuava 1,78%.

Já o papel do banco JPMorgan tinha queda de 0,59% no pré-mercado. De acordo com o que a imprensa norte-americana noticiou no sábado, o maior banco dos EUA em ativos chegou a um acordo com o governo e deve pagar US$ 13 bilhões em multa por ter vendido hipotecas "tóxicas" aos clientes antes da crise financeira mundial de 2008 sem alertar dos riscos. Segundo o The New York Times, o acordo teria sido fechado na noite de sexta-feira.

Tudo o que sabemos sobre:
bolsas de valores

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.