NY deve abrir em baixa com dados de auxílio-desemprego

Os índices futuros das bolsas de Nova York apontam para uma abertura em queda, pressionados por dados econômicos fracos e comentários de um membro do Federal Reserve (Fed). Às 10h15 (horário de Brasília), o índice futuro Dow Jones caía 0,21%, o Nasdaq recuava 0,29% e o S&P 500 tinha queda de 0,23%.

CLARISSA MANGUEIRA, Agencia Estado

23 de agosto de 2012 | 10h34

O Departamento do Trabalho dos Estados Unidos informou que o número de trabalhadores norte-americanos que entraram pela primeira vez com pedido de auxílio-desemprego subiu 4 mil, para 372 mil, após ajustes sazonais, na semana até 18 de agosto. Os economistas ouvidos pela Dow Jones esperavam queda de 1 mil solicitações.

Os pedidos de auxílio-desemprego não estão melhorando consistentemente há semanas", afirmou a consultoria Newedge. "Uma melhora acentuada no mercado de trabalho não parece ser uma opção no curto prazo. A atividade permanece bem abaixo do potencial, sem conseguir aumentar os planos de contratação no curto prazo", acrescentou.

Em um outro comunicado, a provedora de dados Markit afirmou que o índice dos gerentes de compra (PMI, na sigla em inglês) subiu para 51,9 em agosto, de 51,4 em julho, segundo dados preliminares. Apesar do avanço, a leitura deste mês é a terceira mais baixa desde que a atividade industrial norte-americana começou a se recuperar, em outubro de 2009.

Antes da divulgação dos relatórios, o presidente do Federal Reserve de St. Louis., James Bullard, disse que os dados econômicos divulgados recentemente nos EUA não significam que qualquer ação de relaxamento quantitativo do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) está necessariamente garantida. Segundo um trader, os comentários de Bullard confirmam a suspeita do mercado de que a ata divulgada na quarta-feira pelo comitê foi propositalmente vaga na esperança de conseguir mais que uma reação. O presidente do Federal Reserve de St. Louis não tem direito a voto nas reuniões de política monetária do Fomc.

Mais cedo, números da economia da China e da zona do euro também não agradaram. O Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) preliminar da China, medido pelo HSBC, caiu para 47,8 em agosto - o menor patamar em nove meses - em comparação com a leitura final de 49,3 em julho. A China é o segundo maior consumidor de petróleo do mundo. Na zona do euro, a leitura preliminar do Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) composto, medido pela Markit Economics, mostrou uma ligeira alta para 46,6 em agosto em comparação com a leitura final de 46,5 em julho.

Entre os destaques do setor corporativo, as ações da Hewlett-Packard caíam 5,83% no horário citado acima. Analistas do Deutsche Bank reiteraram a recomendação de venda para as ações da companhia, que anunciou um lucro acima do esperado no terceiro trimestre fiscal, de US$ 8,86 bilhões.

No câmbio, o dólar era negociado em 78,62 ienes, de 78,58 ienes no fim da tarde de quinta-feira em Nova York. O euro estava em US$ 1,2543, de US$ 1,2528 na quinta-feira.

Entre as commodities, o contrato do petróleo WTI tinha alta de 0,31%, para US$ 97,57 por barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex). As informações são da Dow Jones.

Tudo o que sabemos sobre:
NYbolsasauxílio-desemprego

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.