NY deve abrir em queda, sem progresso sobre déficit orçamentário

 Crescem as preocupações sobre adoção de medidas do abismo fiscal a partir de janeiro

Clarissa Mangueira, da Agência Estado,

28 de novembro de 2012 | 12h29

Os índices futuros das bolsas de Nova York recuam antes da abertura do mercado, em meio ao aumento das preocupações sobre se os EUA conseguirão evitar o chamado abismo fiscal, uma série de aumentos de impostos e cortes de gastos que serão automaticamente implementados em janeiro caso o Congresso não chegue a um acordo sobre como reduzir o déficit orçamentário ao longo da próxima década.

Às 12h15 (de Brasília), o índice Dow Jones Futuro recuava 0,30%; S&P 500 perdia 0,46% e o Nasdaq declinava 0,33%. O dólar estava em 81,83 ienes, de 82,15 ienes ontem. O euro era negociado em US$ 1,2892, de US$ 1,2942 ienes. O contrato do petróleo para janeiro recuava 1,74%, para US$ 85,65 na Nymex.

Os temores sobre ao abismo fiscal nos EUA foram exacerbados pelos comentários feitos na terça-feira pelo líder da maioria no Senado, Harry Reid, de que até agora houve pouco progresso na resolução da questão.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deverá fazer um discurso às 14h35 (de Brasília). Embora não haja detalhes sobre o que o presidente falará, espera-se que ele comente o abismo fiscal. Mais cedo, uma autoridade da Casa Branca afirmou que Obama iria pressionar o Congresso para estender cortes de impostos à classe média nesta quarta-feira. Segundo a fonte, o governo também vai recorrer ao microblog Twitter para ganhar apoio popular à proposta do presidente.

Na agenda de indicadores para esta quarta-feira está prevista a divulgação das vendas de moradias novas em outubro, às 13h (de Brasília), e dos estoques de petróleo na semana até 23 de novembro nos EUA, às 13h30. Os investidores também observarão a apresentação do Livro Bege sobre as condições econômicas pelo Federal Reserve (Fed), às 17h (de Brasília) em buscas de comentários sobre o impacto do furacão Sandy e do abismo fiscal.

A queda em Wall Street está em linha com o desempenho das bolsas na Europa, que seguem pressionadas, enquanto os participantes do mercado continuam a encontrar buracos no acordo da Grécia, impulsionando a fuga para a segurança.

"Nós não estamos impressionados com as medidas apresentadas até agora e não consideramos que o financiamento de médio prazo e a sustentabilidade da dívida da Grécia foram abordados", disse o Barclays. Segundo o banco, o único resultado positivo é que o acordo vai permitir que a Grécia continue seu programa de ajustamento e confirme potencialmente o progresso observado nos últimos meses.

"Em contrapartida, acreditamos que o financiamento do programa grego, bem como a sustentabilidade da dívida, terão de ser revisados dentro dos próximos dois anos, possivelmente logo após as eleições alemãs em setembro do ano que vem", afirmou o Barclays. As informações são da Dow Jones.

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