NY deve abrir perto da estabilidade com agenda fraca

As bolsas dos Estados Unidos devem abrir o pregão desta quarta-feira, 28, perto da estabilidade, sinalizam os índices futuros. Em dia de agenda fraca em Wall Street, e depois dos recordes de terça-feira, 27, a expectativa dos investidores é ver se o S&P 500 alcança nova marca histórica nesta quarta-feira. Às 10h20 (de Brasília), no mercado futuro, o Dow Jones subia 0,06% e o S&P 500 ganhava 0,05%, enquanto o Nasdaq recuava 0,03%.

ALTAMIRO SILVA JÚNIOR, CORRESPONDENTE, Agencia Estado

28 de maio de 2014 | 10h40

Depois de uma terça-feira agitada, o dia tem agenda esvaziada de indicadores e sem apresentações de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos). Os únicos números de hoje são dados semanais dos estoques de petróleo. Com isso, aumenta a expectativa para os eventos de quinta-feira, 29. Além da segunda prévia do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre, o interesse é pela primeira apresentação pública da nova presidente do Fed de Cleveland, Loretta Mester. Ela está assumindo em junho o lugar de Sandra Pianalto, que também fala nesta quarta e tem direito a voto nas reuniões do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) este ano. Loretta deve já participar da reunião de política monetária do mês que vem como votante.

A dúvida em Wall Street é sobre a posição de Loretta, se mais a favor de juros baixos, ou "dovish", pelo jargão do mercado financeiro, ou ao contrário, mais "hawkish", ou seja, defensora de uma política de taxas mais altas. A nova dirigente veio do Fed da Filadélfia, comandado por Charles Plosser, conhecido por sua postura mais "hawkish" e crítica às compras de ativos.

Para o estrategista-chefe de renda variável da Nuven Asset Management, Robert Doll, agora que as compras mensais de ativos caminham para o fim, os investidores querem mais pistas sobre a estratégia de normalização das taxas de juros. Os indicadores mistos dos últimos dias têm dificultado as interpretações, mas tudo indica que a economia deve se recuperar no segundo trimestre, destaca ele em uma nota.

Já para o estrategista de renda variável da Schaeffer''s Investment Research, Tony Venosa, o pregão de hoje deve ter volume mais fraco de negócios, por conta do fim da temporada de balanços e da agenda esvaziada. Mesmo assim, o S&P, que ontem bateu recorde de pontos, e o Dow Jones caminham para alcançar novas marcas históricas, destaca Venosa em uma análise a clientes.

No noticiário corporativo, o destaque é mais um negócio bilionário no setor farmacêutico. A Nestlé está pagando US$ 1,4 bilhão pelos direitos comerciais de produtos dermatológicos da Valeant Pharmaceuticals nos EUA e no Canadá. Ao mesmo tempo, a Valeant anunciou que está aumentando em 21% a parte em dinheiro de sua proposta de compra da Allegan, a fabricante do tratamento contra rugas à base de Botox. No início do mês, a Allegan rejeitou uma oferta de US$ 47 bilhões. No pré-mercado, a ação da Valeant recuava 0,35% e a da Allegan operava estável.

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