NY deve abrir sem direção após recordes em Wall Street

As bolsas norte-americanas devem iniciar a terça-feira sem direção definida, sinalizam os índices futuros. Os investidores aproveitam a fraqueza em outros mercados acionários internacionais para digerir os recentes recordes de Wall Street. As expectativas pelo discurso do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, nesta noite, e pela ata da última reunião do banco central americano, que será divulgada amanhã, também permeiam os negócios. Às 12h20 (de Brasília), o Dow Jones futuro subia 0,11%, o S&P 500 caía 0,06% e o Nasdaq ganhava 0,02%.

STEFÂNIA AKEL, COM INFORMAÇÕES DA DOW JONES NEWSWIRES, Agencia Estado

19 de novembro de 2013 | 12h32

Ontem, o Dow ultrapassou os 16 mil pontos durante a sessão pela primeira vez e fechou em nível recorde pela quarta sessão consecutiva. "Parece que temos um tom mais digestivo no mercado hoje", afirmou Bryan Piskorowski, estrategista do Wells Fargo Advisors. Os investidores ainda repercutem também o alerta, feito ontem pelo investidor Carl Icahn, de que as ações podem passar por "grandes perdas". Seus comentários pressionaram os índices acionários no fim da sessão.

Além disso, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) afirmou hoje que o futuro incerto das políticas fiscal e monetária dos EUA impõe um risco crescente à recuperação da economia global, já afetada pela desaceleração do crescimento em muitos países em desenvolvimento. Nesse contexto, a OCDE reduziu suas projeções de crescimento global em cerca de 0,5 ponto porcentual, para 2,7% em 2013 e 3,6% em 2014. Para Piskorowski, porém, não é surpreendente "que algumas notícias mais negativas estejam dando aos investidores motivos para realizarem lucros".

Com a agenda de indicadores econômicos esvaziada hoje, cresce a expectativa dos investidores pelos próximos itens da agenda recheada do restante da semana. A partir de amanhã, saem os dados das vendas no varejo, inflação e vendas de moradias usadas, além da ata da mais recente reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve. Na quinta-feira, o Comitê Bancário do Senado americano vai votar a nomeação de Janet Yellen para a presidência do Fed. Se for aprovada, a nomeação seguirá para o plenário da Casa, onde também será votada.

Nesta tarde, às 16h, o presidente do Fed de Chicago, Charles Evans, discursará em uma conferência bancária. O dirigente, que tem tendência mais ''dovish'' - ou de preocupação com o desemprego em detrimento da inflação - tem poder de voto no Fomc este ano, mas não votará em 2014. Seu discurso será analisado em busca de indícios sobre a possibilidade de o Fed reduzir estímulos já na reunião de dezembro.

No noticiário corporativo, as ações da Home Depot, componente do Dow Jones, subiam 2,9% no pré-mercado após a varejista ter reportado lucro e receita que superaram as estimativas dos analistas. Já o papel da Best Buy recuava 5,83%. O balanço da empresa também superou as expectativas em termos de lucro e receita, mas a varejista alertou que enfrentará um cenário difícil durante as festas de fim de ano.

A ação do JPMorgan subia 0,38% no pré-mercado após o banco ter fechado um acordo com o Departamento de Justiça dos EUA, no qual a instituição terá de pagar US$ 13 bilhões em multa pela vendas de títulos lastreados em hipotecas de baixa qualidade (subprime) que caíram de valor durante a crise financeira. Segundo fontes que falaram à Dow Jones Newswires, o documento pode ser assinado ainda nesta terça-feira.

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