NY deve iniciar semana em baixa com PIB do Japão

As bolsas norte-americanas devem iniciar a semana em baixa, sinalizam os índices futuros. Na falta de notícias locais, os investidores repercutem o crescimento menor do que o esperado do Japão e as ordens de venda de ações predominam nesta segunda-feira, 12, em meio ao baixo volume de negócios. Às 10h15 (horário de Brasília), o Dow Jones futuro perdia 0,30%, o Nasdaq recuava 0,21% e o S&P 500 cedia 0,36%.

ALTAMIRO SILVA JÚNIOR, CORRESPONDENTE, Agencia Estado

12 de agosto de 2013 | 10h24

A semana começa lenta em Wall Street, mas ao longo dos próximos dias alguns eventos prometem mexer com o mercado. Na terça-feira, 13, o presidente do Fed de Atlanta, Dennis Lockhart, participa de evento no qual falará dos desafios da política monetária. Na semana passada, ele causou furor em Wall Street ao citar explicitamente o mês de setembro como uma data possível para o banco central reduzir o ritmo de compras de ativos. As declarações de Lockhart ganham ainda mais peso por ele ter poder de voto nas reuniões do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês).

Outro dirigente do Fed que fala, em dois eventos na quarta-feira, 14, é o presidente da distrital de Saint Louis, James Bullard, também com direito a voto no Fomc. Em sua última declaração, no início do mês, ele passou a mensagem que o momento ainda é de esperar para ver, ou seja, para decidir quando mudar sua política, o Fed ainda precisa analisar mais indicadores econômicos. Em Wall Street, a aposta é que o ritmo de compras de ativos deve ser reduzido a partir de setembro, fator também que tem pesado para a queda das bolsas nos últimos dias. Na semana passada, por exemplo, o Dow Jones acumulou queda de 1,5%.

Nesta segunda-feira, o único número previsto é o dado das contas do Tesouro de julho, estatística que não costuma influenciar o mercado financeiro. Mas ao longo da semana, saem números importantes, como as vendas no varejo de julho, nesta terça-feira, e o índice de preços ao consumidor, também do mês passado, que será divulgado na quinta-feira, 15, junto com estatísticas da produção industrial.

Em meio às férias de verão nos Estados Unidos, os volumes de negócios nas bolsas norte-americanas estão baixos. Considerando os papéis do índice S&P 500, a semana passada teve o volume mais baixo de negócios desde 2006. Na última sexta-feira, 9, foram negociadas 2,9 bilhões de ações, abaixo da média recente de 3,4 bilhões de papéis. O gestor da Zacks Investment Research, Mitch Zacks, diz que a tendência para os próximos dias de verão ainda é de um certo marasmo em termos de negócios nas bolsas, na medida em que os eventos mais importantes estão concentrados na semana final do mês e no início de setembro.

No Japão, o governo anunciou nesta segunda-feira, crescimento de 2,6% do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre, em valores anualizados. A projeção dos economistas era de que o país crescesse 3,6%. Para o economista do instituto Markit, Mark Wingham, o Japão enfrenta desafios consideráveis, pois além de sua política interna de estímulos ainda precisar de ajustes, fatores externos também pesam, principalmente nas suas exportações. Por isso, os países emergentes, sobretudo a China, crescendo menos e a zona do euro em recessão devem contribuir para um crescimento menor do que o esperado este ano.

No noticiário corporativo, o destaque do dia é a empresa canadense BlackBerry. Depois de vários rumores circularem no mercado e na imprensa, a companhia confirmou que está analisando "alternativas estratégicas". Entre as opções consideradas, estão uma joint venture, alianças, parcerias e a venda da empresa. Na semana passada, o rumor era de que fundos de private equity iriam comprar a BlackBerry e fechar seu capital, processo semelhante ao que está sendo tentado na fabricante de computadores Dell. A canadense tem tido dificuldade des competir no mercado de celulares com a Apple e a Samsung. No pré-mercado, as negociações com ações da empresa chegaram a ser suspensas após a divulgação do comunicado e, depois de retomado, o papel subia 6,78%.

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