NY ensaia altas com ajuda dos balanços de varejistas

As bolsas dos Estados Unidos devem iniciar o pregão de hoje em alta, sinalizam os índices futuros. A terça-feira é novo dia de agenda fraca e os índices futuros começaram a manhã em queda, mas o anúncio de balanços de algumas redes de varejo, com números melhores que o previsto, fez o mercado virar e começar a subir. Mas apesar deste alívio, as atenções estão todas voltadas para a ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve que será divulgada amanhã. Às 10h15 (de Brasília), o Dow Jones futuro subia 0,11%, o Nasdaq ganhava 0,19% e o S&P 500 avançava 0,16%.

ALTAMIRO SILVA JÚNIOR, CORRESPONDENTE, Agencia Estado

20 de agosto de 2013 | 10h29

Wall Street espera que documento do Fed tenha pistas mais claras sobre os próximos passos da política monetária do banco central e mostre como está a divisão entre os dirigentes sobre a redução de estímulos monetários em setembro. Para o economista do Deutsche Bank, Carl Riccadonna, o conteúdo da ata é mais importante que o comunicado da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), que manteve o ritmo de compras em US$ 85 bilhões. O encontro foi encerrado no último dia 31 e o comunicado mostrou o Fed mais preocupado com os efeitos da baixa inflação e classificando o crescimento da economia norte-americana como "moderado" ao invés de "modesto", termo usado na reunião anterior.

Riccadonna avalia que o evento mais importante para definir se a compra de ativos vai ser reduzida a partir de setembro é o relatório de emprego, que será revelado pelo Departamento de Trabalho dia 6 de setembro. Também os próximos números semanais dos pedidos de auxílio-desemprego serão monitorados de perto. Os dados divulgados na semana passada mostram que estas solicitações estão em agosto no nível mais baixo desde 2007, ou seja, antes da crise financeira mundial.

O Deutsche fez uma previsão inicial de que serão criados 190 mil postos de trabalho em agosto e a taxa de desemprego deve recuar de 7,4% em julho para 7,3%, números que apontam para a redução do ritmo de compras de ativos no mês que vem. Mas dependendo de como vierem os próximos indicadores, sobretudo os dados do auxílio-desemprego, o banco comenta em um relatório que pode mudar suas previsões e aumentar a projeção de criação de vagas.

O único indicador do dia foi divulgado nesta manhã, o índice nacional calculado pelo Fed de Chicago. O número ficou em -0,15 em julho, melhora ante o dado do mês anterior, que ficou em -0,23. Quanto mais negativo o indicador, maior a probabilidade de recessão e números abaixo de zero indicam crescimento econômico abaixo da tendência.

No noticiário corporativo, grandes redes de varejo dos EUA divulgaram balanços trimestrais, entre elas, a Best Buy, Barnes & Noble, Home Depot e a J.C.Penney. Entre estas companhias, a Best Buy surpreendeu com forte aumento no lucro, que passou de US$ 12 milhões no segundo trimestre de 2012 para US$ 266 milhões neste ano. As receitas recuaram 0,4%, mas superaram as previsões. No pré-mercado, o papel subia 10,77%.

A J.C.Penney reportou que seu prejuízo aumentou quase 300% no segundo trimestre, para US$ 586 milhões, ou US$ 2,06 a ação, de US$ 147 milhões, ou US$ 0,67, no mesmo período do ano passado. A recita da companhia caiu 12%, para US$ 2,66 bilhões. Os analistas esperavam um prejuízo por ação de US$ 1,06 e receita de US$ 2,76 bilhões. No pré-mercado, o papel avançava 1,34%.

A Home Depot, rede que vende material de construção, divulgou aumento de 17% no lucro e ainda revisou para cima as projeções para 2013. As receitas subiram 9,5%, para US$ 22,5 bilhões e, assim como o lucro, vieram acima do esperado. A empresa atribui a melhora dos resultados à recuperação do setor imobiliário e de construção dos EUA. No pré-mercado, o papel avançava 3,75%.

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