NY fecha em alta e têm terceiro mês seguido de ganhos

As bolsas de Nova York fecharam em alta nesta sexta-feira, acumulando o terceiro mês consecutivo de ganhos, após o discurso do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, em que ele deixou a porta aberta para novas medidas de estímulo à economia dos EUA.

ÁLVARO CAMPOS, Agencia Estado

31 de agosto de 2012 | 17h50

O índice Dow Jones subiu 90,13 pontos (0,69%), fechando a 13.090,84 pontos. O Nasdaq avançou 18,25 pontos (0,60%), fechando a 3.066,96 pontos. E o S&P 500 teve alta de 7,10 pontos (0,51%), fechando a 1.406,58 pontos.

Na semana, o Dow Jones acumulou queda de 0,51%, mas no mês de agosto o índice teve alta de 0,63%. O Nasdaq perdeu 0,09% na semana, mas ganhou 4,34% no mês. E o S&P recuou 0,32% na semana, mas avançou 1,98% em agosto.

O discurso de Bernanke deixou poucas dúvidas de que o banco central está disposto a adotar novas medidas de estímulo, mas não esclareceu as incertezas sobre a forma e o prazo para ação da autoridade monetária americana. Em sua fala no simpósio anual em Jackson Hole, ele repetiu o comunicado emitido pelo comitê de política monetária do Fed no começo deste mês, ao afirmar que o Fed "vai fornecer acomodação adicional conforme o necessário" para promover a recuperação econômica e dar suporte para o mercado de trabalho. No discurso, ele deixou claro que não descarta opções não tradicionais para mais estímulo à economia e que os riscos negativos dessas ações são administráveis.

"Bernanke não anunciou nenhuma nova ação, mas garantiu que todas as opções ainda estão na mesa", comentou Steve Quirk, vice-presidente sênior da TD Ameritrade. Alguns participantes do mercado estavam imaginando que uma série de indicadores melhores do que o esperado sobre a economia dos EUA nas últimas semanas poderia mudar a disposição do Fed de adotar uma terceira rodada de relaxamento quantitativo (QE3, na sigla em inglês).

Na agenda de indicadores dos EUA desta sexta-feira o Departamento do Comércio informou que as encomendas à indústria subiram 2,8% em julho, o maior salto em um ano. Os economistas ouvidos pela Dow Jones esperavam uma alta menor, de 2,3%. Já o índice de sentimento do consumidor medido pela Reuters/Universidade de Michigan avançou para 74,3 pontos em agosto, de 72,3 pontos em julho, e também superou as previsões, de 73,5 pontos.

No campo corporativo, as ações do Facebook fecharam em queda de 5,40%, na mínima histórica de US$ 18,06, após analistas do Bank of America Merrill Lynch reduzirem sua previsão para o preço do papel, o que também foi feito pela BMO Capital Marktets. Já as ações de mineradoras foram impulsionadas pela alta do ouro, que fechou hoje no maior nível em mais de cinco meses. Freeport-McMoRan Copper & Gold subiu 4,09% e Newmont Mining avançou 4,39%.

Ações de empresas sensíveis a desdobramentos macroeconômicos, como os setores de energia e matérias-primas, ajudaram nove dos dez segmentos do S&P 500 a fechar no território positivo (Chevron +1,11%, Occidental Petroleum +0,87% e Alcoa +1,42%). O setor de tecnologia também teve um bom desempenho, com a Microsoft com alta de 1,65% e a Intel com valorização de 2,31%. As informações são da Dow Jones.

Tudo o que sabemos sobre:
bolsasDow JonesNasdaq

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.