NY fecha em baixa, mas tem o melhor setembro em 71 anos

Recuo foi atribuído à cautela dos investidores antes do início de um novo mês, que já começará com a divulgação de um dado importante, o índice de atividade industrial nacional do ISM (gerentes de compras)

Renato Martins, da Agência Estado,

30 de setembro de 2010 | 18h50

O mercado norte-americano de ações fechou em baixa, mas isso não tirou o brilho da Bolsa no mês. Os índices Dow Jones e S&P-500 tiveram o melhor setembro desde 1939 em termos porcentuais e o Dow teve seu melhor ganho em pontos em um mês desde outubro de 2002; no caso do S&P-500, este mês foi o melhor desde abril de 2009. "Tudo o que precisávamos era que os indicadores econômicos se estabilizassem e o Fed erguesse a mão e dissesse: 'No meu plantão, não!', a respeito da deterioração das condições da economia, para motivar um rali", comentou o estrategista Barry  Kanapp, da Barclays Capital.

O recuo desta quinta-feira foi atribuído á cautela dos investidores antes do início de um novo mês, que já começará com a divulgação de um indicador importante, o índice de atividade industrial nacional do ISM (gerentes de compras). O dia também foi marcado por uma intensificação das preocupações quanto à dívida soberana de alguns países europeus, com o rebaixamento do rating da Espanha pela Moody's e a divulgação do custo do resgate do Anglo Irish Bank pelo governo da Irlanda. Ações de empresas que obtêm boa parte de sua receita com exportações para a China recuaram, depois de a Câmara aprovar um projeto de lei que impõe sanções comerciais a esse país por causa de sua política cambial.

Entre as componentes do Dow Jones, os destaques foram American Express (-2,28%), Caterpillar (-1,64%) e Pfizer (-1,32%).

O índice Dow Jones fechou em queda de 47,23 pontos (0,44%), em 10.788,05 pontos. O Nasdaq fechou em queda de 7,94 pontos (0,33%), em 2.368,62 pontos. O S&P-500 fechou em baixa de 3,53 pontos (0,31%), em 1.141,20 pontos. O NYSE Composite fechou em queda de 18,24 pontos (0,25%), em 7.281,07 pontos. Em setembro, o Dow acumulou uma alta de 7,72%. No terceiro trimestre, o Dow subiu 10,37%. Desde o começo de 2010, o Dow acumula alta de 3,45%, o Nasdaq, um ganho de 4,38% e o S&P-500, um avanço de 2,34%.

Os preços dos títulos do Tesouro dos EUA chegaram ao fim do dia sem direção clara; o dos T-bonds de 30 anos no mesmo nível de ontem, o das T-notes de 10 anos em leve baixa, com correspondente alta nos juros, e o das T-notes de 2 anos em leve alta. Pela manhã, os preços dos Treasuries haviam caído, com a redução da demanda por ativos considerados seguros que se seguiu à divulgação de indicadores positivos (a revisão para cima do PIB do segundo trimestre, o número de pedidos de auxílio-desemprego feitos na semana passada e o índice de atividade dos gerentes de compras de Chicago).

A recuperação posterior dos preços foi atribuída a ajustes de posições, no último dia do mês e do trimestre, e à compra de US$ 2,2 bilhões em Treasuries.

"Cada indicador econômico está sendo pesado como um fator potencial no debate sobre uma segunda rodada de afrouxamento quantitativo pelo Fed. Embora o mercado de bônus pareça estar posicionado para essa medida, a volatilidade está crescendo", disse o estrategista Kevin Flanagan, da Morgan Stanley Smith Barney.

No fechamento em Nova York, o juro projetado pelos T-bonds de 30 anos estava em 3,684%, mesmo nível de ontem; o juro das T-notes de 10 anos estava em 2,512%, de 2,499% ontem; o juro das T-notes de 2 anos estava em 0,422%, de 0,437% ontem. As informações são da Dow Jones.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.