NY fecha quase estável em meio a dados fracos nos EUA

Dow Jones subiu 0,18%,  Nasdaq recuou 0,16% e o S&P 500 avançou 0,08%

Gustavo Nicoletta, da Agência Estado,

28 de dezembro de 2010 | 19h48

Os principais índices do mercado de ações dos EUA fecharam novamente perto da estabilidade e sem direção comum. Indicadores divulgados mais cedo apresentaram um quadro misto sobre a economia do país, apontando um declínio nos preços das moradias e na confiança do consumidor e um aumento significativo na atividade industrial da região de Richmond.

Os preços das residências nas 20 maiores áreas metropolitanas dos EUA caíram 0,8% em outubro na comparação com igual período do ano passado, segundo a pesquisa S&P/Case-Shiller. O recuo foi levemente superior à previsão dos analistas, que esperavam queda de 0,6%. Além disso, o índice de confiança do consumidor norte-americano medido pelo instituto Conference Board caiu para 52,5 em dezembro, ante uma leitura revisada de 54,3 em novembro. Analistas consultados pela Dow Jones esperavam que o indicador subisse para 57,0.

Apesar disso, o Federal Reserve de Richmond informou que o índice de atividade do setor de manufatura na região subiu de 9 em novembro para 25 em dezembro.

"A queda na confiança do consumidor é inesperada e pode trazer algumas dúvidas ao mercado, mas por outro lado ficamos impressionados com a retomada no índice de Richmond", disse Alan Gayle, estrategista de investimentos da RidgeWorth Investments. "Há claramente ventos contrários à recuperação da economia mundial mas, de forma geral, a economia dos EUA deve começar 2011 em uma situação razoavelmente boa."

O Dow Jones subiu 20,51 pontos, ou 0,18%, para 11.575,54 pontos. A Chevron registrou um dos melhores desempenhos do índice, com alta de 1,19% em suas ações, após uma autoridade de um condado norte-americano desmentir a informação de que uma refinaria da empresa na Califórnia tinha suspendido as operações. O Nasdaq recuou 4,39 pontos, ou 0,16%, para 2.662,88 pontos. O S&P 500 avançou 0,97 ponto, ou 0,08%, para 1.258,51 pontos.

O volume de negócios hoje foi fraco, assim como nas sessões anteriores, em razão das festas de fim de ano e da nevasca que atingiu o nordeste dos EUA. Exceto se houver algum evento inesperado, "veremos o mercado operar perto da marca d''água ao longo desta semana", disse Jay Suskind, vice-presidente da Duncan-Williams.

As ações da General Motors subiram 2,08%, impulsionadas pelas previsões otimistas para a companhia divulgadas pelo JPMorgan Chase e pelo Morgan Stanley. O primeiro banco disse que a companhia é uma aposta "de alta octanagem" que será beneficiada por um "renascimento de produtos" dentro de dois anos, enquanto o segundo fixou um preço-alvo de US$ 50 para o papel da montadora e estimou uma "melhora dramática" no balanço da GM.

No mercado de Treasuries, os preços dos títulos do Tesouro americano caíram, com respectivo movimento inverso dos juros, diante da fraca demanda observada em um leilão de US$ 35 bilhões em T-notes de cinco anos. Os papéis foram vendidos com juro de 2,149%, taxa superior à de 2,103% observada antes da operação. Isso significa que os títulos foram ofertados por um preço menor do que o esperado. Além disso, a demanda pelas T-notes de cinco anos foi equivalente a 2,61 vezes o volume ofertado. Nos quatro leilões anteriores com títulos de igual vencimento, essa taxa ficou em 2,82.

No final da tarde em Nova York, o juro projetado pelos T-bonds de 30 anos estava em 4,533%, de 4,414% na segunda-feira; o juro das T-notes de 10 anos estava em 3,496%, de 3,352%; o juro das T-notes de 2 anos estava em 0,755%, de 0,731%.

O juro projetado pela T-note de 10 anos atingiu uma máxima intraday de 3,489%, pouco abaixo do pico de sete meses atingido em 16 de dezembro, de 3,568%. As informações são da Dow Jones.

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