NY mantém hesitação e Dow Jones opera quase estável

Com um background de quatro sessões de ganhos, os investidores seguem mostrando hesitação no pregão da Bolsa de Nova York nesta sexta-feira. O Dow Jones revezou-se entre o positivo e o negativo, mas indicava alta de 0,02%, aos 11.337 pontos, às 12h30. Afetado pelas notícias da Dell, o Nasdaq permaneceu no negativo desde a abertura e cedia 0,48%, aos 2.147 pontos, no mesmo horário. No horizonte imediato, os investidores digerem o balanço decepcionante da Dell, uma decisão judicial para a indústria de tabaco e a decisão da China de elevar a taxa de juros. No quadro mais amplo, o mercado continua reagindo aos sinais de inflação benigna vindos dos relatórios do governo que mostraram variações nos preços ao consumidor e no atacado abaixo do esperado. Esses relatórios alimentaram a expectativa de que o Federal Reserve não altere a taxa de juros novamente neste ano, após ter decidido interromper seu ciclo de apertos monetários na semana passada. A queda acentuada dos preços do petróleo, após o cessar-fogo de Israel com o Hezbollah, também ajudou a dar impulso às ações, mas o verdadeiro catalisador para os ganhos das bolsas norte-americanas foi a percepção de que a economia caminha para um pouso suave. Céticos alertam que o cenário otimista pode ser abalado. Eles destacam que o programa nuclear do Irã, a ameaça de furacões e a aproximação das eleições parciais do Congresso norte-americano representam uma barreira importante para as ações nas próximas semanas. Esses analistas ponderam ainda que os dados recentes de inflação não significam que a luta do Fed contra o aumento dos preços terminou. Esse grupo prevê que um novo aperto monetário este ano não está descartado. As ações da Dell já chegaram a perder cerca de 8% hoje, após o anúncio de queda de 51% no lucro do segundo trimestre. A empresa informou também que a Securities and Exchange Comission - a CVM norte-americana - pediu dados sobre práticas contábeis, principalmente em relação à forma como a companhia reconhece suas receitas.

Agencia Estado,

18 de agosto de 2006 | 12h42

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