NY tende a recuar na abertura por notícias corpotativas

As bolsas norte-americanas devem iniciar a semana em queda, sinalizam os índices futuros. Em dia sem destaques entre os indicadores nos Estados Unidos, o noticiário corporativo e preocupações com a China concentram atenções nesta segunda-feira, 19, com os investidores também na expectativa por apresentações de dois dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) após a abertura do pregão. Às 10h15 (de Brasília), no mercado futuro, o Dow Jones perdia 0,28%, o Nasdaq recuava 0,19% e o S&P 500 cedia 0,21%.

ALTAMIRO SILVA JÚNIOR, CORRESPONDENTE, Agencia Estado

19 de maio de 2014 | 10h22

A semana terá agenda fraca de indicadores, mas será cheia de apresentações de dirigentes do Fed, que inclui sua presidente, Janet Yellen, que fala na quarta-feira. No mesmo dia, sai a ata da última reunião de política monetária do BC e a expectativa é que o documento traga mais detalhes de quando os dirigentes veem os juros voltando a subir no país.

Hoje, após a abertura do mercado, dois dirigentes, o presidente da distrital do Fed de São Francisco, John Williams, e de Dalas, Richard Fisher, falam em um mesmo evento no Texas sobre o papel do BC na economia, a partir das 13h10 (de Brasília). Williams não tem direito a voto nas reuniões de política monetária este ano, mas Fisher tem. O primeiro apoia a estratégia atual do Fed e, em abril, declarou que o BC está no caminho certo e que os juros deveriam voltar a subir nos EUA no segundo semestre do ano que vem. Já Fisher é mais crítico. Na semana passada, ele afirmou que o programa de compras de ativos foi um erro e que os juros vão continuar baixos enquanto a inflação estiver menor que 2%.

A inflação, aliás, é um dos tópicos que os economistas mais estão interessados em ouvir. Na semana passada, os índices de preços do atacado e do consumidor mostraram aceleração da inflação em abril. Apesar dos indicadores divulgados não serem a medida preferida do Fed para avaliar a alta de preços, o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) já acumula aumento anual de 2%, ou seja, dentro da meta do Fed.

Para o economista sênior do Wells Fargo, Sam Bullard, a expectativa agora é ver se a inflação maior em abril vai seguir nos próximos meses, ou seja, se é reflexo de uma economia mais aquecida ou se foi apenas um fenômeno temporário do mês passado. "Alguns meses a mais de inflação mais forte podem mudar o discurso dos dirigentes do Fed e pesar nos planos de normalização da política monetária", afirma o economista em um relatório a investidores.

Além do noticiário interno, preocupações com a China voltam a respingar em Wall Street. Desta vez, é a desaceleração da alta dos preços dos imóveis em abril que renova o temor de um maior esfriamento da atividade.

No noticiário corporativo, o destaque são fusões e aquisições, que foram anunciadas ou que não aconteceram. A companhia farmacêutica norte-americana Pfizer elevou a oferta para comprar a inglesa AstraZeneca para US$ 120 bilhões. A proposta que, segundo o The Wall Street Journal, é a tentativa final de aquisição foi novamente recusada. No pré-mercado, a ação da Pfizer subia 1,37%. Já o American Depostary Share (ADS) da AstraZeneca perdia 10,36%.

A operadora de telefonia AT&T anunciou a compra da empresa de TV paga DirecTV em um negócio de US$ 49 bilhões. No pré-mercado, a ação da AT&T cedia 2,45% e a da DirecTV perdia 1,83%. Ainda nas fusões e aquisições, o Google pode adquirir o serviço de streaming de videogame Twitch por US$1 bilhão. A ação da empresa de busca caía 0,51% no pré-mercado.

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