NY tende a subir na abertura sob efeito do Fed

Os índices futuros de Nova York apontam para uma abertura em alta das bolsas nesta sexta-feira, 21, enquanto os investidores aguardam novos números sobre o setor de moradia dos EUA e pronunciamentos de dois dirigentes do Federal Reserve. Entre os fatores que sustentam o sentimento do mercado estão ações de empresas de tecnologia e uma aparente amenização das tensões na Ucrânia. Às 11h20 (de Brasília), o índice Dow Jones futuro subia 0,18%, o Nasdaq ganhava 0,25% e o S&P 500 tinha alta de 0,23%.

LUCAS HIRATA, COM INFORMAÇÕES DA DOW JONES, Agencia Estado

21 de fevereiro de 2014 | 11h44

Em um dia de poucos indicadores econômicos no país, a Associação Nacional dos Corretores de Imóveis (NAR, na sigla em inglês) dos EUA informará, às 12h (de Brasília), os números referentes a vendas de moradias usadas em janeiro, o que poderá dar uma direção mais clara aos mercados de ações.

As bolsas de Nova York têm registrado ganhos nas últimas semanas apesar de enfrentar dados decepcionantes sobre a economia do país, visto que os investidores acreditam cada vez mais que qualquer desaceleração no crescimento econômico norte-americano é temporária, pois está relacionada às baixas temperaturas no país.

Esta perspectiva foi reforçada na quinta-feira, 20, após a leitura preliminar do índice de gerentes de compras (PMI) industrial medido pela Markit. O indicador do mês de fevereiro subiu a 56,7, de 53,7 no resultado final de janeiro. O resultado foi o melhor desde maio de 2010 e sinalizou que a desaceleração observada em janeiro foi causada por "fortes nevascas e condições extremas de tempo". O dado também indicou que o mercado dos EUA ainda é o local ideal para os investidores globais, tendo em vista que os PMIs da China e da zona do euro recuaram.

Além do indicador sobre moradias nos EUA, os investidores também deverão analisar de perto os discursos de duas autoridades do Federal Reserve. O presidente do Fed de Dallas, Richard Fisher, fala às 14h45, enquanto o dirigente da distrital de Saint Louis, James Bullard, faz pronunciamento às 15h10. Somente Fisher tem poder de voto no Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) este ano.

Durante a manhã, a aparente amenização das tensões na Ucrânia sustentou o tom positivo dos índices futuros de Wall Street. Segundo um assessor da presidência do país, os manifestantes ucranianos fecharam um acordo com o presidente Viktor Yanukovych para encerrar os conflitos que atingem o país. Entre os termos que haviam sido oferecidos pelas autoridades, o governo disse que realizará eleições presidenciais antecipadas - embora não tenha indicado quando elas ocorrerão -; o retorno à Constituição de 2004, que dá poderes maiores ao Parlamento; e a formação de um governo de "união nacional". O compromisso ucraniano também pede a retirada de pessoas armadas das ruas e foi assinado pelos ministros de Relações Exteriores da Alemanha e da Polônia.

Para Jon Maxson, sócio da Beacon Capital Management, que é responsável pela gestão de US$ 400 milhões em ativos, a situação na Ucrânia será observada de perto. Contudo, ele não acredita que isso terá um grande efeito sobre os mercados norte-americanos, a não ser que haja uma deterioração das condições no país.

No noticiário corporativo, as ações da Hewlett-Packard subiram 1,03% no pré-mercado depois de a companhia divulgar balanço ontem. Além disso, os papéis da Priceline.com avançavam 2,73% depois de divulgar na quinta-feira um aumento nos lucros no quarto trimestre para US$ 378,1 milhões, ou US$ 7,14 por ação, de US$ 288,7 milhões um ano antes, ou US$ 5,79 por ação.

Os papéis da Dish Network subiam 5,13% após informar que o lucro no quarto trimestre subiu 38% com o aumento de novos clientes em serviços de televisão paga e internet de banda larga. Por outro lado, as ações do Groupon despencavam 12,74% depois de a companhia registrar um prejuízo nos últimos três meses do ano de US$ 81,2 milhões, ante perda de US$ 81,1 milhões no mesmo período do ano anterior.

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