NY tende a uma abertura de alta por discurso de Yellen

As bolsas norte-americanas devem abrir a quarta-feira, 16, em alta, sinalizam os índices futuros. As atenções do dia em Wall Street estão voltadas para o discurso da presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Janet Yellen, após a abertura do pregão, e a expectativa é de que ela mostre uma postura "dovish", ou seja, menos preocupada com a alta de juros. Às 10h18 (de Brasília), o Dow Jones futuro subia 0,51%, S&P 500 avançava 0,48% e o Nasdaq ganhava 0,49%.

ALTAMIRO SILVA JÚNIOR, CORRESPONDENTE, Agencia Estado

16 de abril de 2014 | 10h45

A manhã começou animada em Wall Street, após indicadores mostrarem que a China desacelerou no primeiro trimestre em ritmo menor que o esperado. O dia tem agenda novamente cheia nos EUA, com balanços corporativos importantes, mas a apresentação de Yellen deve concentrar as atenções. Após seu discurso, a presidente vai ser questionada pelo estrategista do Goldman Sachs, Abby Joseph Cohen, e pelo economista da universidade de Harvard e crítico da estratégia de política monetária do Fed, Martin Feldstein. Por isso, a expectativa é que a política monetária seja o tópico central do evento, ao contrário da apresentação de ontem, quando Yellen falou sobre capitalização dos grandes bancos.

Os economistas esperam que Yellen mostre sua avaliação de pontos como o mercado de trabalho e a inflação. Para o economista-chefe do Deutsche Bank, Joseph LaVorgna, Yellen deve enfatizar a mensagem de que a economia dos EUA se recupera, mas ainda precisa dos estímulos "extraordinários" do Fed por algum tempo. Declarações mais "hawkish", ou seja, sinalizando que os juros podem subir em breve, podem repercutir negativamente no mercado.

A apresentação de Yellen está prevista para começar às 13h25 (de Brasília), mas a expectativa é que o Fed divulgue o discurso alguns minutos antes. A quarta-feira tem ainda outras apresentações de dirigentes do Fed. Mais cedo, o presidente da distrital de Atlanta, Dennis Lockhart, que não tem poder de voto nas reuniões de política monetária, voltou a afirmar que vê alta de juros nos EUA no segundo semestre de 2015.

Entre os indicadores, o dia tem o Livro Bege, um termômetro de como o Fed está vendo a atividade econômica e, há pouco, foi divulgada a produção industrial de março, que subiu 0,7% ante fevereiro. A expectativa dos analistas era de expansão menor, de 0,4%.

No noticiário das empresas, os balanços devem seguir em destaque. O papel do portal Yahoo! era um dos que mais subia esta manhã no pré-mercado, com alta de 7,51%. Ontem após o fechamento do pregão, a empresa divulgou resultados trimestrais melhores que o previsto e surpreendeu os analistas, sobretudo, com números acima do esperado para as receitas com publicidade, um dos desafios das empresas de internet.

Já o Bank of America, segundo maior banco dos EUA em ativos, divulgou hoje um inesperado prejuízo de US$ 276 milhões no primeiro trimestre, afetado por questões judiciais ligadas a hipotecas. No pré-mercado, o papel recuava 0,98%.

Além do Bank of America, a expectativa do dia é para os balanços do Google, a gigante de tecnologia IBM, a bandeira de cartões American Express e o banco Capital One, que serão divulgados após o fechamento das bolsas.

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