OCDE aponta recessão e bolsas europeias fecham em queda

Organização projetou uma recessão maior na zona do euro doq ue a prevista no início do ano e derrubou as ações

29 de maio de 2013 | 14h10

As bolsas da Europa fecharam em forte queda nesta quarta-feira, 29, após a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) projetar uma recessão maior na zona do euro este ano e depois de dados positivos nos EUA na terça-feira elevarem os receios de que o Federal Reserve pode começar a reduzir suas ações de estímulo em breve. O índice pan-europeu Stoxx 600 perdeu 1,86%, fechando a 302,50 pontos.

A OCDE piorou a projeção para a contração econômica da zona do euro neste ano de 0,1% para 0,6% e disse que o Banco Central Europeu (BCE) deveria tomar a atitude firme de cortar a taxa de juros de depósitos abaixo de zero, efetivamente cobrando uma tarifa dos bancos para que eles tenham a opção segura de guardar reservas no banco central. Além disso, a organização afirma que a autoridade monetária da zona do euro deveria comprar ativos, incluindo bônus corporativos ou soberanos, usando o instrumento de relaxamento quantitativo já adotado pelo Federal Reserve, o Banco do Japão e o Banco da Inglaterra.

Entre os indicadores econômicos divulgados nesta quarta-feira o índice de confiança das empresas do setor industrial da Itália subiu para 88,5 em maio, de 87,9 em abril. Na Alemanha, a taxa de desemprego ficou estável em 6,9% em maio, em linha com as previsões dos analistas. Já as vendas no varejo da Espanha tiveram queda anual de 2,6% em abril.

Nesse cenário, o índice FTSE, da Bolsa de Londres, perdeu 1,99%, fechando a 6.627,17 pontos. Os destaques de queda foram companhias de serviços públicos, como a National Grid (-5,06%), United Utilities (-4,07%), SSE (-3,62%) e Centrica (-3,59%).

Em Paris, o índice CAC-40 teve retração de 1,89% e fechou a 3.974,12 pontos. A montadora Peugeot perdeu 4,21%, após relatos sobre planos para realizar um aumento de capital, o que a empresa nega que esteja na sua agenda. Do outro lado, a EADS subiu 0,91%, depois de elevar a previsão para as encomendas da Airbus este ano.

Na Bolsa de Frankfurt, o índice DAX caiu 1,70%, para 8.336,58 pontos. Liderando as perdas estão Deutsche Telekom, com retração de 4,15%, e Henkel, que teve desvalorização de 2,03%. Já o Commerzbank ganhou 0,50%. Hoje o banco levantou quase 2,5 bilhões de euros com um aumento de capital, o que deve ajudar a pagar o resgate estatal que recebeu em 2009. O banco emitiu 556 milhões de ações, a 4,5 euros cada, o que representa uma grande desconto em relação ao valor de mercado e uma forte diluição dos acionistas, já que o número de ações em circulação quase dobrou.

O índice FTSE-Mib, da Bolsa de Milão, perdeu 1,61%, fechando a 17.237,10 pontos. Em Madri, o índice IBEX-35 teve retração de 0,82%, a 8.441,70 pontos. Na Bolsa de Lisboa o índice PSI-20 caiu 1,08%, para 6.037,44 pontos. As informações são da Dow Jones.

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