Oferta de crédito para casa própria cresce, mas burocracia continua

Os bancos anunciaram que vão oferecer um maior volume de recursos para o financiamento da casa própria em 2006, mas tudo indica que a burocracia para a concessão do crédito vai continuar. Serão quase R$ 16 bilhões, volume 30% superior ao oferecido em 2005. Para conseguir o crédito, os candidatos precisam reunir uma série de documentos. Caso a análise da documentação seja positiva, algumas instituições ainda podem convocar as pessoas para entrevistas pessoais. Só então a carta de crédito é liberada. O motivo para tanta preocupação por parte dos bancos é que o calote no setor é alto. Na Capital, segundo a Associação dos Mutuários e Moradores do Estado de São Paulo (Ammesp), cerca de 50% dos consumidores deixam de pagar as prestações até o quinto ano do contrato. Prazos Há casos de pessoas que conseguiram obter o financiamento rapidamente, como o bancário Alexandre Pelosi, 33 anos. ?Demorou 15 dias?, conta. Porém, esse caso é um exceção. Segundo o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon), metade dos financiamentos não aprovados devem-se exclusivamente ao excesso de exigências feitas pelos bancos. A grande dificuldade é, sem dúvidas, a quantidade de documentos e certidões exigidas. ?A lista de documentos deve ser informada logo no início do negócio, para evitar que eles se desgastem indo e voltando ao banco toda vez que se constata a falta de algum item?, explica a advogada Maíra Feltrin. Para evitar dores de cabeça, as entidades de defesa do consumidor aconselham os candidatos a mutuários a juntar todos os documentos necessários antes de procurar os bancos, para resolver a questão de uma vez. As informações dessa matéria foram extraídas de reportagem publicada pelo Jornal da Tarde em 16 de janeiro de 2006) Rodrigo Gallo

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