OGX abre o pregão em queda e Bovespa acompanha a baixa

Ação terá leilão ao longo do dia para ser retirada do Ibovespa 

Economia & Negócios e Agência Estado, Atualizado Às 11h20

31 de outubro de 2013 | 10h29

Neste último dia do mês, a Bovespa vive um pregão inédito diante da despedida das ações ordinárias (ON) de OGX dos índices acionários da renda variável brasileira. No fim da tarde de quarta-feira, 30, a petrolífera de Eike Batista entrou com pedido de recuperação judicial e deu início a um processo que está sendo considerado como o maior "calote" corporativo da história na América Latina.

As negociações com as ações da OGX ficaram suspensas até as 11 horas de hoje. Também não serão negociadas ao final do pregão, das 16h às 17h, quando haverá um procedimento especial (call de fechamento) para definir o preço de saída da ação de OGX e, consequentemente, um rebalanceamento das carteiras teóricas de índices da Bolsa.

As ações, que ontem fecharam cotadas a R$ 0,17, às 11h18 já valiam R$ 0,12, em queda de 29,41%. A desvalorização pressionava a Bolsa que inverteu a alta e passou a cair 0,15%, aos 54.093 pontos.

Operadores consultados nesta quinta-feira, 31, pelo Broadcast, serviço de informações em tempo real da Agência Estado, afirmam que a Bolsa brasileira deve ser penalizada pelos ajustes finais da derrocada do império X, que deve levar o preço da ação ON de OGX a novas mínimas históricas, pesando no Ibovespa.

Ainda assim, os profissionais ponderam que o desempenho de outras blue chips ao longo do dia, como Petrobras e Vale, pode compensar a pressão vendedora que deve vir de OGX. Assim, eles avaliam que a Bolsa não corre o risco de comprometer a valorização acumulada em outubro, de 3,5% até a quarta-feira, 30, caminhando para o quarto mês consecutivo de ganhos, desde a recuperação iniciada em julho.

Seja como for, a Bolsa brasileira não deve descolar-se da realização de lucros que prevalece no exterior, após a frustração dos investidores com o comunicado "menos suave" (dovish) emitido ontem pelo Federal Reserve, acompanhado da decisão de manter intacto o atual programa de compra de bônus, de US$ 85 bilhões mensais. No horário acima, o futuro do S&P 500 caía 0,16%.

No documento, os agentes financeiros perceberam um tom menos pessimista que o esperado por parte do colegiado do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), o que foi visto como suficiente para dar indícios de que a redução dos estímulos à economia dos Estados Unidos pode não demorar muito. A expectativa era de que o Fed apresentasse uma visão não tão otimista sobre a economia, diante da recente paralisação fiscal do governo dos EUA e de dados norte-americanos mais fracos. Na agenda econômica do dia, às 10h30, sai a divulgação dos pedidos semanais de auxílio-desemprego e, às 11h45, é a vez do índice de atividade industrial ISM Chicago em outubro.

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