OGX e Petrobrás conduzem Bovespa ao negativo

Após euforia da confirmação da venda de parte dos blocos da companhia de Eike Batista à Petronas, as ações fecharam com a pior queda do Ibovespa (-9,74%)

Ana Luísa Westphalen, da Agência Estado,

08 de maio de 2013 | 18h41

Após passar a manhã em alta puxada pelo forte avanço das ações da petroleira OGX, a Bovespa "voltou ao normal" nesta quarta-feira e fechou no vermelho, na contramão dos mercados internacionais. Passada a euforia com a confirmação da venda de parte dos blocos da companhia de Eike Batista para a Petronas, o que levou os papéis da OGX a subirem mais de 9% na primeira metade dos negócios, as ações fecharam com a pior queda do Ibovespa (-9,74%). Petrobras e siderúrgicas também ajudaram a segurar a Bolsa no negativo e fechar em baixa de 0,83%, aos 55.804,80 pontos, na mínima, no pregão desta quarta-feira.

Durante a sessão, o Ibovespa oscilou cerca de 1.000 pontos. Na máxima do dia, marcou 56.814 pontos (+0,96%). O giro financeiro totalizou R$ 7,789 bilhões (dado preliminar). No mês de maio, a Bolsa acumula perda de 0,19%, enquanto no ano contabiliza desvalorização de 8,44%.

"Hoje (08) foi um dia ditado por realização, viemos de um pregão bem favorável, e como o ambiente não está tão maravilhoso assim, é natural a Bolsa evoluir por degraus. Ou seja, depois de uma alta mais forte, vem uma correção", explicou o analista da Empiricus Research/Investmania Rodolfo Amstalden. Para ele, o desempenho da Bolsa durante a manhã foi artificial. "A OGX apenas voltou ao normal, mas acaba parecendo que o Ibovespa mudou de sinal. A companhia estava subindo muito, não condiz com o fato, até porque já era esperado."

Os papéis ON da OGX foram do céu ao inferno nesta quarta-feira. Se por um lado lideraram os ganhos durante a manhã, quando chegaram a subir mais de 9%, as ações chegaram ao fim da sessão com a pior queda do índice (-9,74%). O avanço refletiu a confirmação da venda de 40% de dois blocos na Bacia de Campos para a malaia Petronas, mas o ceticismo que ronda as empresas do grupo EBX, de Eike Batista, falou mais alto conforme os investidores digeriam os efeitos práticos do acordo sobre o caixa da companhia. À tarde, OGX ON chegou a entrar em leilão na Bovespa, depois de cair 10% em relação ao preço referencial de R$ 2,06.

"Hoje, é um dia mais importante para o grupo EBX do que propriamente para a OGX, já que, operacionalmente, o acordo com a Petronas não muda nada", avalia Amstalden. Ele destaca que, de qualquer forma, o negócio traz a percepção de que Eike Batista ainda tem as vias de diálogo com players internacionais "semiabertas" para trazer funding.

Ainda entre as blue chips, Petrobrás devolveu parte dos ganhos recentes e viu suas ações ON e PN recuarem 1,74% e 1,60%, respectivamente. Vale lembrar que esses papéis contam com boa valorização nos últimos trinta dias, de mais de 20%. Na contramão, Vale impediu a Bolsa de cair mais, com suas ações em alta de 0,32% as ON e de 0,21% as PNA, beneficiadas pela notícia de aumento das importações do minério de ferro pela China.

Depois de OGX, as principais quedas do Ibovespa no pregão desta quarta-feira foram Usiminas ON (-4,34%), Gerdau PN (-4,10%), Light ON (-3,48%) e Gafisa ON (-3,21%). Já o ranking de altas era composto por MMX ON (+3,02%), Sabesp ON (+2,77%), JBS ON (+2,53%), Dasa ON (+1,57%) e Bradesco ON (+1,55%). Em Wall Street, o índice Dow Jones encerrou em alta de 0,32%, enquanto o S&P 500 avançou 0,41% e o Nasdaq subiu 0,49%.

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