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OGX lidera quedas após relatório sobre recursos potenciais

Há pouco, o papel da OGX cedia 12,47%, com volume de R$ 429,4 milhões

Beth Moreira, da Agência Estado ,

18 de abril de 2011 | 10h57

As ações da OGX abriram o pregão desta segunda-feira em forte baixa, chegando a bater a cotação mínima de R$ 16,35, com retração de mais de 16%, após a empresa ter divulgado na noite de sexta-feira o relatório da DeGolyer & MacNaughton (D&M) com levantamento sobre o volume de recursos potenciais líquidos da empresa. Há pouco, o papel cedia 12,47%, com volume de R$ 429,4 milhões. No mesmo momento, o Ibovespa operava com desvalorização de 1,43%, aos 65.730 pontos.

Conforme o relatório da D&M, o volume de recursos potenciais líquidos da OGX já atinge os 10,8 bilhões de barris de óleo equivalente (boe), incremento de 58,8% em relação ao portfólio divulgado no final de 2009, de 6,8 bilhões de BOE.

Além do relatório, o presidente da empresa, Eike Batista, informou que desistiu de vender 30% de sua participação em blocos na Bacia de Campos como estava previsto anteriormente. Agora, apenas 10% da participação em sete blocos é que continuará a ser negociada. Ele sinalizou que a manutenção da intenção de venda de 10% visa a uma capitalização da empresa para garantir os investimentos previstos para o desenvolvimento das áreas em que foram identificadas as reservas. Ainda de acordo com o empresário, a OGX deverá ser listada na Bolsa de Londres em no máximo três meses.

Para o analista da Socopa, Osmar Camilo, apesar das reservas potenciais terem aumentado significativamente, havia uma expectativa no mercado de que os recursos contingentes ficassem próximos de 4 bilhões de barris. O número divulgado, no entanto, foi de 3 bilhões de barris. "O mercado parece ter se cansado das promessas do Eike (Batista)", avalia.

Operadores destacam ainda vários relatórios divulgados hoje por bancos de investimento e corretoras reduzindo a recomendação para os papéis da companhia. Um deles foi o BTG Pactual, que divulgou relatório rebaixando a recomendação para os papéis da OGX de compra para neutro. O banco também reduziu o preço-alvo para R$ 21,63, ante R$ 27,63 mantido anteriormente.

MPX

Outra empresa do grupo de Eike Batista, a MPX recua 5,55%. A consultoria DeGolyer & MacNaughton também avaliou o total de recursos contingentes e prospectivos riscados dos sete blocos terrestres controlados pela OGX Maranhão na Bacia do Parnaíba, joint venture entre MPX (33,3%) e a OGX (66,7%). O total de recursos soma 11,3 trilhões de pés cúbicos (Tcf), "excedendo significativamente o volume necessário para suprir os 4 GW de capacidade de geração que a MPX desenvolverá na região", informou a empresa em fato relevante. As estimativas apresentadas pela D&M apontam recursos prospectivos riscados de 96 milhões de barris de óleo.

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