Onda de venda de ações na AL é injustificável, diz Merrill Lynch

A atual onda de venda de ações, que já corroeu cerca de 25% da capitalização de mercado na América Latina, é injustificável, na opinião do banco de investimentos Merrill Lynch. Isso porque, de acordo com relatório elaborado pelo estrategista para América Latina Pedro Martins Jr. e pelo analista de pesquisa Fernando Ferreira, uma estagflação (combinação entre baixo crescimento econômico e inflação) nos Estados Unidos não faz parte do cenário base da instituição e essas vendas nos mercados financeiros deverão causar efeitos colaterais limitados sobre os fundamentos macroeconômicos. Segundo os analistas, quase um quarto do universo de cobertura do Merrill Lynch opera atualmente abaixo de oito vezes a relação preço/rendimento prevista para 2007. "Procuramos por ações com alta qualidade, que são aquelas com recomendação de compra e com relação preço/rendimento para 2007 abaixo de 8 vezes", afirmam os analistas. Nesta categoria estão as brasileiras Usiminas (5,0 vezes), Cemig (6,3 vezes), Unibanco (6,5 vezes), CSN (6,8 vezes) e Sabesp (7,2 vezes). Eles destacam ainda que, na semana passada, as bolsas latino-americanas subiram 4,5%, acima da recuperação de 2,9% registrada pelos mercados emergentes globais. O Brasil teve o melhor desempenho, de 7,3%, seguido por Venezuela, com 3,2%. Por setores, os principais destaques foram o financeiro (+6,3%) e Energia (+6,2%).

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