Operação com pouco impacto cambial pode ter IOF extinto

A BM&FBovespa está identificando operações realizadas por estrangeiros que tenham impacto reduzido no câmbio para propor ao governo sua exclusão da taxação com Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). A informação foi dada pelo presidente da BM&FBovespa, Edemir Pinto, durante seminário do IBGC no Rio.

Sabrina Valle, da Agência Estado,

25 de outubro de 2010 | 17h20

Segundo ele, o governo admite analisar junto a sua área técnica os efeitos colaterais da taxação para o mercado de capitais e corrigir excessos. Um dos efeitos que o governo já trabalha para eliminar, diz, é a desestabilização de operações de hedge (proteção) cambial. Essas operações, feitas por um investidor para se proteger ao trazer investimento para o País, também foram indiretamente afetadas pela medida.

"O governo ficou sensibilizado e está trabalhando no sentido de eliminá-la, já comunicou inclusive que vai eliminá-la", disse. "Situações pontuais como esta o governo está receptivo que nós possamos indicar".

Edemir disse que a Bolsa analisa diferentes tipos de operação em diferentes mercados, identificando as que não têm efeito significativos em relação à apreciação do câmbio. "Estamos olhando todas as operações, tanto no mercado de capitais, como de renda fixa, e também do agronegócio, que estejam fora do foco do governo (no câmbio)."

Segundo ele, a Bolsa manifestou seu desconforto em conversas com o governo durante a aplicação da regra, mas afirmou que o governo está sensível à reivindicação. "Sinto também do lado do governo uma sensibilidade em relação a isso, mas o fato é que não podemos deixar de registrar. Para quem quer ser a sexta economia do mundo temos que ser mais estáveis. A previsibilidade é fundamental." Segundo ele, não há indicação de que o governo esteja planejando outras medidas do gênero, ou mesmo uma nova elevação do IOF.

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