Operação entre Telefônica e GVT é aprovada com restrições

Concentração após negócio de 7,2 bilhões de euros anunciado em setembro enfrenta exigências do Conselho Administrativo de Defesa Econômica

LUCI RIBEIRO, Estadão Conteúdo

18 de fevereiro de 2015 | 09h45

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, com restrições, dois atos de concentração envolvendo a Telefônica Brasil e a GVT Participações, conforme despacho publicado no Diário Oficial da União (DOU). Nos dois casos, o órgão antitruste impõe a celebração de Acordos em Controle de Concentrações (ACC) como condição para a aprovação dos negócios.

A primeira operação aprovada pelo órgão consiste na cisão da empresa Telco, mediante assinatura de ACC entre Cade e Telefónica. A Telco, cujo capital pertencia à Telefônica e a bancos e seguradoras italianos, detinha participação na Telecom Itália, que controla a TIM no Brasil. Em junho deste ano, os quatro acionistas principais da Telco decidiram pela cisão da empresa, diluindo entre si o capital detido por ela na Telecom Itália.

Da mesma forma, também foi imposta a assinatura de ACC entre Cade e Telefônica Brasil e de ACC entre Cade e Vivendi na operação de aquisição da GVT pela Telefônica. A compra da empresa que pertencia à francesa Vivendi envolve o repasse das ações que a Telefônica detinha na Telecom Itália por meio da Telco. A compra da GVT pela Telefônica, anunciada em setembro, está avaliada em 7,2 bilhões de euros.

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