Opportunity crê em alta de empresas estatais com Alckmin

A Bolsa deve apresentar uma valorização no curtíssimo prazo, a fim de embutir no preço dos papéis uma possível vitória do candidato tucano Geraldo Alckmin no segundo turno das eleições presidenciais. A análise é do gestor de renda variável da Opportunity Asset Management Leonardo Ruffino. As ações das empresas estatais e de concessionárias de serviços públicos devem ser as principais beneficiadas por esse movimento, observa. Ele destaca a visão do mercado de que um governo do PSDB daria uma visão mais profissional às companhias controladas pelo Estado, em contraste com a gestão petista, caracterizada por problemas com as agências reguladoras e ingerência nas empresas, apesar de pontos positivos como o marco regulatório do setor elétrico. Ruffino pondera que a eventual reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva não muda a perspectiva positiva para a Bolsa no longo prazo. Mesmo antes do aumento das chances de Alckmin, a carteira do Opportunity já trabalhava com a manutenção da estabilidade econômica e juros menores nos próximos anos, afirma. O especialista faz uma boa avaliação das ações de energia, que podem se tornar ainda mais atrativas dependendo do resultado das urnas no fim deste mês, e dos bancos, estes sem nenhuma relação com o panorama político. ?O crédito deve continuar em expansão e com grau de competição estável, apesar do pacote anunciado pelo governo para estimular a concorrência.? Por outro lado, a competição é apontada pelo profissional do Opportunity como fator desfavorável para as empresas de telecomunicações, que ganharam ainda a companhia das TVs a cabo. ?As empresas precisam se reinventar para enfrentar esse cenário adverso?, analisa. O vai-e-vem das cotações internacionais das commodities também foi lembrado pelo gestor. Apesar da indefinição quanto aos preços, ele acredita que as ações da Petrobras estão baratas e devem apresentar boa performance. O raciocínio já não é o mesmo com relação aos outros papéis expostos a essa variação. ?Não estamos dispostos a correr o risco em setores como siderurgia, mineração e química e petroquímica?, afirma. A Opportunity Asset Management administra cerca de R$ 10 bilhões em recursos, dos quais R$ 6 bilhões estão em fundos de ações.

Agencia Estado,

10 de outubro de 2006 | 07h00

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