Oriente Médio deve impactar bolsas de NY na abertura

Os índices futuros das bolsas de Nova York operam em forte baixa diante da ameaça de uma intervenção militar na Síria e em meio a preocupações com o teto da dívida dos Estados Unidos, indicando que a abertura será negativa no pregão à vista desta terça-feira, 27. Um indicador de atividade desfavorável do Federal Reserve de Chicago também pressionou os índices nesta manhã. Às 10h15 (de Brasília), no mercado futuro, Dow Jones caía 0,84%, Nasdaq perdia 1,14% e S&P 500 cedia 0,98%.

Agencia Estado

27 de agosto de 2013 | 10h37

Os mercados financeiros mundiais estão sob pressão desde que o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, anunciou ontem que os EUA e seus aliados estão considerando a possibilidade de iniciar uma ofensiva na Síria após evidências "inegáveis" de que um ataque com armas químicas foi lançado nos arredores de Damasco na semana passada.

Os problemas no Oriente Médio também impulsionam os preços do petróleo e de outros ativos vistos como "porto seguro" em tempos de crise, como os Treasuries e o ouro. Além disso, o Departamento do Tesouro dos EUA disse ontem que vai atingir seu limite de endividamento em meados de outubro, bem antes do que muitos esperavam.

Terry Sandven, estrategista-chefe de ações do U.S. Bank Wealth Management, disse esperar que o mercado em Nova York continue consolidando os ganhos acumulados desde o começo do ano ao longo do próximo mês, uma vez que os investidores lidam com vários assuntos, incluindo a Síria, o teto da dívida e se o Federal Reserve vai ou não começar a retirar suas medidas de estímulos. "As tensões no Oriente médio são o tópico du jour", disse Sandven. "No curto prazo, os risco do mercado são elevados."

Também contribuiu para a tendência de baixa dos futuros o índice de atividade industrial do Meio-Oeste, elaborado pelo Fed de Chicago, que teve uma ligeira queda de 0,1% em julho ante junho, para um nível sazonalmente ajustado de 95,8. Na comparação anual, por outro lado, o índice subiu 1,6%.

Já os preços dos imóveis nas 20 maiores cidades dos EUA subiram 12,1% em junho ante igual mês do ano passado, segundo pesquisa da Standard & Poor''s/Case-Shiller. Analistas consultados pela Dow Jones Newswires previam uma alta ligeiramente maior, de 12,2%. Nas 10 maiores cidades do país, os preços dos imóveis aumentaram 11,9%, também em termos anuais.

Após o início dos negócios em Wall Street, vão sair às 11h (pelo horário de Brasília) o índice de confiança do consumidor, medido pelo Conference Board, e o índice de atividade regional do Fed de Richmond, ambos referentes a agosto.

No noticiário corporativo, a J.C. Penney recuava 2,1% no pré-mercado após o fundo de hedge Pershing Square, do investidor Bill Ackman, se desfazer de toda sua participação na varejista norte-americana em função de uma fracassada tentativa de mudar a diretoria da empresa. Já a Tiffany avançava 1,32% após divulgar balanço trimestral que superou as expectativas e elevar suas projeções para todo o ano. Fonte: Dow Jones Newswires.

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