Os cinco top picks de março

Além da revisão de nossa carteira recomendada mensal, estamos definindo nossas cinco principais recomendações para março. Elas são: Gerdau PN - Sugerimos aumentar a exposição em siderurgia, e Gerdau continua sendo a nossa principal recomendação no setor. Redução mais agressiva na taxa de juros é o principal catalisador para o desempenho das ações da empresa. Comportamento histórico demonstra que a demanda por aços longos tende a reagir com maior intensidade três meses após corte de taxa de juros. Com cortes sucessivos esperados até o meio do ano, demanda no 3T06 estará bastante aquecida; Transmissão Paulista PN - Após atingirem o pico de R$29,30 por ação em 11 de janeiro de 2006, as ações da empresa caíram refletindo a revisão negativa da receita autorizada à empresa pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). A reação do mercado nos pareceu exagerada e esperamos que ações da empresa voltem para próximo dos R$30 à medida que o leilão de privatização se aproxime. Continuamos a trabalhar com o cenário de leilão de privatização ocorrendo até o início de abril; Cemig ON - Com boa parte do mercado preocupada com o alto patamar de múltiplos nos quais várias ações estão sendo negociadas, achamos interessante estar expostos às ações ON de Cemig, que negociam a um desconto de 20% em relação às PN e, portanto, têm múltiplos VF/EBITDA06E e PL06E de 5,2x e 6,9x, respectivamente, os mais baixos dentre as empresas integradas de energia elétrica; Telesp PN - Após a queda de 5,1% ocorrida em fevereiro, esperamos que as ações da Telesp tenham desempenho superior à do mercado, uma vez que nos aproximamos do anúncio de distribuição anual de dividendos. Com base no preço de fechamento de fevereiro, o retorno sobre o dividendo esperado é de 14,2%; Petrobras PN - Ações da empresa estão sendo negociadas a múltiplos extremamente atraentes. A relação usada internacionalmente, a VF/EBITDA (valor da companhia no mercado mais sua dívida, em contrapartida ao seu Ebitda) estimado para 2006 é de 3,6 vezes. Já a relação preço da ação/lucro é de 6,2 vezes. Aumento de produção de petróleo e redução do desconto em relação às demais empresas do setor em mercados emergentes continuam sendo os pilares do case de investimento; Na carteira recomendada, estamos sugerindo elevar a alocação relativa de siderurgia, em função da expectativa de impacto positivo da queda da taxa de juros sobre o desempenho das empresas do setor; Na direção oposta, recomendamos reduzir a alocação relativa do setor de bancos para neutra porque a elevada valorização reduz nossa expectativa de novas altas. Sugerimos também a redução da alocação relativa de mineração, em função da apreciação do real e também das incertezas quanto ao reajuste do preço do minério. Continuamos a sugerir concentrar a exposição no setor nas ações PNA da Vale do Rio Doce.

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