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Otimismo com Grécia e Fed ajudam bolsas da Europa

Principais índices do mercado de ações da Europa fecharam em alta  à espera de uma decisão sobre nova rodada de financiamento à economia grega 

Gabriel Bueno, da Agência Estado,

20 de setembro de 2011 | 14h29

Os principais índices do mercado de ações da Europa fecharam em alta hoje, com a esperança de que a Grécia consiga sua nova rodada de financiamento e de que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) injete algum estímulo na economia norte-americana. O índice Stoxx Europe 600 subiu 1,84%, ou 4,14 pontos, fechando em 229,10 pontos. Na segunda-feira, o índice havia interrompido quatro dias de alta, quando fechou em queda de 2,3%.

O Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês) começou hoje sua reunião de dois dias. "Nós esperamos que o Fed anuncie mais ações para apoiar a economia", disse Duarte Caldas, analista do IG Markets em Lisboa. O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu a previsão para o crescimento global em 2011 e 2012, citando a baixa demanda do setor privado e problemas com dívidas soberanas e bancos.

O mercado não se importou com o fato de a agência de classificação de risco Standard & Poor''s (S&P) ter rebaixado o rating de longo prazo da dívida soberana da Itália para A, de A+, e o rating de curto prazo para A-1, de A-1+, atribuindo perspectiva negativa para ambos. O índice FTSE MIB da Bolsa de Milão subiu 1,91%, a 14.356,13 pontos. A companhia do setor automotivo Fiat subiu 7,2%. Os mercados demonstravam esperança de que a Grécia possa receber uma nova injeção de ajuda, em meio a notícias na mídia mundial de que o acordo estaria próximo. Mas o índice ASE Composite da Bolsa de Atenas caiu 0,7%.

Na França, as ações do Société Générale recuaram 3,1%. Entre outros bancos, BNP Paribas caiu 6,5% e Crédit Agricole cedeu 2,1%. Ainda assim, o índice CAC 40, da Bolsa de Paris, subiu 1,50%, para 2.984,05 pontos, auxiliado por um ganho de 3,2% do grupo farmacêutico Sanofi, após uma decisão favorável de um tribunal distrital dos EUA em um caso contra a indiana Sun Pharmaceutical Industries. Com a decisão, alguns medicamentos genéricos da Sun para o tratamento de câncer ficarão fora do mercado dos EUA até agosto de 2012, deixando espaço para o medicamento da Sanofi. Outras ações do setor farmacêutico tiveram alta, com GlaxoSmithKline fechando em +2,2%.

O índice francês também foi puxado pelo grupo do mercado de luxo LVMH Moet Hennessy Louis Vuitton, que avançou 3,6% em meio a grandes ganhos do setor de varejo. O FTSE 100 subiu 1,98% na Bolsa de Londres, para 5.363,71 pontos. Varejistas e mineradoras tiveram ganhos, assim como farmacêuticas. A companhia de bens de luxo Burberry avançou 3,5%, no meio da Semana de Moda de Londres. Kingfisher subiu 2,7%. Na Espanha, o Ibex 35 ganhou 1,70%, fechando em 8.362,20 pontos na Bolsa de Madri, onde as ações da Telefonica subiram 1,8%. Já na Bolsa de Lisboa, o PSI 20 avançou 1,02%, chegando a 6.072,78 pontos.

As ações da varejista Metro AG ganharam 3,6% na Alemanha, enquanto a fabricante de moda esportiva Adidas avançou 3,7%. O índice DAX 30, da Alemanha, subiu 2,88%, fechando em 5.571,68 pontos. As empresas do setor de energia E.On e RWE AG subiram 4% e 3,7%, respectivamente, após um tribunal de Hamburgo supostamente questionar a legalidade de um imposto sobre combustíveis nucleares na segunda-feira, de acordo com a imprensa.

Já as ações da Lufthansa cederam 4,4%, depois de a companhia aérea informar que deve ter um resultado mais fraco do que o esperado. A Lufthansa afirmou que um aumento maior em seu lucro operacional, em comparação com o ano anterior, "não é mais alcançável". Em agosto, a companhia já teve resultados piores do que o esperado. A notícia pesou também sobre outras companhias do setor, com a Air France-KLM recuando 3,7%. As informações são da Dow Jones.

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