Otimismo com Grécia leva Europa para campo positivo

País deve receber nos próximos meses um total de 3 bilhões de euros em ajuda dos seus parceiros da zona do euro, segundo fontes

Agencia Estado,

08 de julho de 2013 | 13h40

Texto atualizado às 16h10

LONDRES - As bolsas da Europa fecharam em alta nesta segunda-feira, 8, em meio às expectativas positivas sobre a liberação da próxima parcela de ajuda para a Grécia, a resolução da crise política em Portugal e novos comentários do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, de que a política monetária na zona do euro continuará acomodatícia enquanto for preciso. O índice pan-europeu Stoxx 600 subiu 1,41%, fechando a 292,37 pontos.

A Grécia deve receber nos próximos meses um total de 3 bilhões de euros em ajuda dos seus parceiros da zona do euro, em duas parcelas, segundo duas fontes com conhecimento do assunto. O grupo de ministros de Finanças da zona do euro (Eurogrupo) aprovou a liberação de 2,5 bilhões de euros agora em julho e mais 500 milhões de euros em outubro, condicionados ao cumprimento de um programa detalhado de reformas.

O Fundo Monetário Internacional (FMI), que também participa do pacote de resgate para a Grécia, deve decidir sobre a liberação da próxima parcela de ajuda ao país ainda este mês.

Em Portugal, também diminuíram as preocupações com o governo do primeiro-ministro Pedro Passos Coelho. Após a costura nos últimos dias de um acordo político para dar mais espaço no governo ao partido Centro Democrático e Social - Partido Popular (CDS-PP), diminuiu a possibilidade de uma dissolução do governo português, o que reduz a tensão dos investidores. O líder do partido, Paulo Portas, que tinha pedido demissão do cargo de ministro de Relações Exteriores, agora vai ser vice-primeiro-ministro.

Na agenda de indicadores, a produção industrial na Alemanha caiu 1,0% em maio ante abril, quando a previsão era de contração de 0,5%. Já o superávit comercial do país ficou em 14,1 bilhões de euros em maio, abaixo da expectativa de 17,6 bilhões de euros. O índice de indicadores antecedentes da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) subiu para 100,6 em maio, de 100,5 em abril.

Nesse cenário, o índice DAX, da Bolsa de Frankfurt, fechou em alta de 2,08%, a 7.968,54 pontos. Entre as blue chips, os destaques de alta foram BASF (+2,31%) e Bayer (+2,48%). Já a Wacker Chemie avançou 7,31%, após o Ministério de Economia da Alemanha confirmar que a China não vai impor tarifas sobre importações de polisilício da União Europeia.

Em Paris, o índice CAC-40 avançou 1,86%, fechando a 3.823,83 pontos. As montadoras registraram ganhos, antes da divulgação dos resultados de vendas no primeiro semestre. Peugeot teve valorização de 2,28% e Renault subiu 1,26%.

Na Bolsa de Londres, o índice FTSE teve alta de 1,17%, encerrando a sessão a 6.450,07 pontos. O setor financeiro teve desempenho positivo (RBS +4,37%, Lloyds Banking Group +3,82% e Resolution +3,80%).

O índice FTSE-Mib, da Bolsa de Milão, subiu 1,71%, para 15.799,62 pontos. Em Madri, o índice IBEX-35 ganhou 1,90%, a 8.017,60 pontos. Na Bolsa de Lisboa, o índice PSI-20 teve alta de 2,25%, a 5.529,02 pontos. Fonte: Dow Jones Newswires.

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