Ouro atinge máxima em dois meses com busca por segurança

Às 10h22 (de Brasília), os contratos avançavam 0,8%, para US$ 1.246,00 por onça-troy

Clarissa Mangueira, da Agência Estado,

31 de agosto de 2010 | 11h19

Os contratos futuros do ouro mantêm sua tendência de alta, refletindo os temores sobre o fortalecimento da recuperação econômica. Os preços do metal atingiram a máxima em dois meses nesta terça-feira.

 

Às 11h25 (de Brasília), o contrato do ouro com entrega para dezembro, o mais comercializado na Comex eletrônica, divisão da New York Mercantile Exchange, subia 0,58%, para US$ 1.246,40 por onça-troy, depois de ter alcançado US$ 1.247,80 por onça-troy - o maior preço registrado pelo metal desde o dia 30 de junho.

 

"Nós temos de volta o medo e apreensão na economia", disse George Gero, vice-presidente da RBC Capital Markets Global Futures, em Nova York. Os preços do ouro têm subido desde o final de julho com as preocupações sobre uma

desaceleração econômica em meio a um fluxo de dados econômicos em grande parte decepcionantes.

 

As preocupações sobre a fragilidade da recuperação da economia norte-americana continuam a pressionar as bolsas internacionais, levando os investidores a buscarem ativos mais seguros, disseram analistas da GoldCore em nota a clientes.

 

O ouro não está tão ligado aos ciclos econômicos como muitas commodities e, às vezes, é comprado como investimento de refúgio em meio à crença de que irá apresentar um desempenho melhor do que o de outros ativos durante a turbulência econômica. Os receios sobre uma recessão de duplo mergulho e as consequências da crise da dívida da zona do euro impulsionaram o ouro para máximas históricas em junho.

 

Dennis Gartman, editor da Gartman Letter, afirmou que os preços do ouro não apresentarão movimentos drásticos antes do feriado do Dia do Trabalho no fim de semana nos EUA. "Não vemos nenhuma razão para comprar ouro como proteção contra uma inflação ou deflação", destacou o analista.

 

Já o executivo-chefe da Pan African Resources, Jan Nelson, afirmou que o metal deverá ser comercializado no ponto mais baixo de sua recente faixa de negociação em 2011, entre US$ 1.000,00 por onça-troy e US$ 1.200,00 por onça-troy. O ouro tem sido comercializado a US$ 1.000,00 por onça-troy desde outubro 2009.

 

"Nós ficaremos, obviamente, felizes se os preços do ouro continuarem a subir, mas acreditamos que os valores devem permanecer nesta faixa no próximo ano", destacou Nelson. A empresa reportou um aumento de 29% na receita bruta das vendas de ouro no ano fiscal encerrado em 30 de junho.

 

No mercado spot, os preços do ouro também subiram impulsionados pela compra de ativos considerados seguros. Às 10h22 (de Brasília), os contratos avançavam 0,8%, para US$ 1.246,00 por onça-troy. As informações são da Dow Jones.

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