Ouro cai 1,23% e encerra abaixo de US$ 1.700

Os contratos futuros de ouro negociados na Comex, a divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), fecharam em queda nesta quinta-feira, encerrando a sessão abaixo de US$ 1.700 a onça-troy. O metal foi pressionado pelo impasse nas negociações para evitar o chamado abismo fiscal nos Estados Unidos, uma série de cortes de gastos e aumentos de impostos programada para entrar em vigor no começo do ano que vem.

ÁLVARO CAMPOS, Agencia Estado

13 de dezembro de 2012 | 17h56

O contrato de ouro mais negociado, com entrega para fevereiro, perdeu US$ 21,10 (1,23%), encerrando a US$ 1.696,80 a onça-troy, o menor nível desde 5 de dezembro.

Na véspera, o ouro tocou US$ 1.725, após o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) prorrogar seu programa de compras de ativos. Mas a animação foi rapidamente substituída pelo temor, o que fez alguns investidores correr para realizar lucros, enquanto outros continuaram a reduzir sua posição comprada antes do fim do ano.

"Nesta época do ano, o mercado de ouro geralmente é muito volátil. Existe muito ajuste de posição e liquidação de contratos, e às vezes os preços oscilam de uma maneira que não serve de indício para uma tendência de longo prazo", comenta Bill O''Neill, diretor da Logic Advisors.

Os investidores também estão receosos em função das difíceis negociações sobre o abismo fiscal. Republicanos e democratas continuam trocando acusações e um acordo abrangente parece cada vez menos provável, faltando poucos dias para o fim do ano.

A queda do ouro levou junto a prata. O contrato mais negociado do metal, com entrega em março, perdeu US$ 1.427 (4,24%), fechando a US$ 32.355 a onça-troy. "A prata tende a ser mais volátil, mas a direção é totalmente determinada pelo ouro", explica O''Neill. As informações são da Dow Jones.

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