Ouro cai após referendo na Crimeia e dados dos EUA

Os contratos futuros de ouro fecharam em baixa nesta segunda-feira, 17, tendo em vista que ficou mais evidente que os Estados Unidos e União Europeia estão pouco dispostos a tomar grandes medidas para evitar que a Rússia anexe a Crimeia. A população da região votou, com quase 97%, pela separação em relação à Ucrânia e união com a Rússia.

Agencia Estado

17 de março de 2014 | 17h26

Os EUA e a União Europeia haviam dito que o referendo é ilegal e ameaçaram impor sanções. No entanto, medidas anunciadas hoje visavam agentes específicos em vez de atingir relações econômicas mais amplas entre a Rússia e o Ocidente.

"Todos queriam entender o que o mundo faria sobre a situação na Ucrânia, e agora é óbvio que o mundo não vai fazer nada", disse James Cordier, do Liberty Trading Group. "Não houve tiros disparados e as coisas na Crimeia estão tão ordenada quanto se pode esperar".

Além disso, dados melhores do que o esperado da produção industrial dos EUA para fevereiro também deram aos investidores um motivo para vender o metal. O ouro tem se beneficiado nos últimos meses, em meio a dúvidas sobre a força da recuperação dos EUA.

A produção industrial norte-americana registrou alta de 0,6% em fevereiro na comparação com janeiro, em termos sazonalmente ajustados, informou o Federal Reserve. O avanço ficou acima da expectativa dos economistas ouvidos pela Dow Jones, que esperavam ganho de 0,1%.

O ouro para abril fechou em queda de US$ 1,70, ou 0,1%, a US$ 1.379 a onça-troy. A prata para maio fechou em queda de 0,6%, a US$ 21.275 a onça-troy. Fonte: Dow Jones Newswires.

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