Ouro desliza 2,2% e tem menor preço em 3 meses

Os contratos futuros de ouro negociados na Comex, a divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), fecharam em forte queda nesta sexta-feira, 11, recuando para o menor nível em três meses, após progressos nas negociações no Congresso dos Estados Unidos para elevar o teto da dívida e reabrir o governo federal.

Agencia Estado

11 de outubro de 2013 | 15h21

O contrato de ouro mais negociado, com entrega para dezembro, caiu US$ 28,70 (2,21%), fechando a US$ 1.268,20 a onça-troy, o menor nível desde 10 de julho. Na semana, o metal perdeu 3,18%. "Os mercados estão precificando que não existe mais a possibilidade de um calote catastrófico dos EUA", afirmou Jason Rotman, presidente da Lido Isle Advisors.

O presidente dos EUA, Barack Obama, se encontrou mais cedo com senadores republicanos, e fontes dizem que o partido fez uma nova oferta para elevar o teto da dívida por seis semanas e reabrir o governo, mas somente em troca de cortes de gastos. O diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca, Gene Sperling, afirmou que Obama está disposto a negociar questões orçamentárias com os republicanos "em circunstâncias normais", mas que não vai aceitar conversar se a oposição usar a ameaça de calote para "extorquir" o governo.

Com sinais desde a tarde da véspera de que as negociações no Congresso estavam avançando, o volume de negociação do ouro no início desta sessão foi muito grande, o que levou o CME Group, controlador da Comex, a interromper brevemente as operações no mercado. Uma espécie de circuit breaker automático foi acionado às 9h42 (horário de Brasília) e durou pelo menos dez segundos.

O ouro acumula queda de 24% este ano, com os investidores antecipando o fim do programa de estímulos do Federal Reserve, além do possível aumento nos juros antes do previsto. Juros mais altos tornam ativos como o ouro, que não pagam cupom, menos atraentes para os investidores. Fonte: Dow Jones Newswires.

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