Ouro fecha em forte alta de 3,17%

Os contratos futuros de ouro negociados na Comex, a divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), fecharam em forte alta nesta quinta-feira, 17, a 3,17%, impulsionados pela queda do dólar e a expectativa de uma inflação maior no futuro, decorrente da manutenção dos estímulos do Federal Reserve por mais tempo do que o esperado. Passado o temor com o impasse fiscal no Congresso dos EUA, investidores acreditam que o banco central terá de manter suas compras mensais de bônus por mais tempo, para compensar o efeito da paralisação do governo na economia.

Agencia Estado

17 de outubro de 2013 | 16h13

O contrato de ouro mais negociado, com entrega para dezembro, avançou US$ 40,70 (3,17%), fechando a US$ 1.323,00 a onça-troy e registrando o maior ganho diário desde 19 de setembro. "O Fed provavelmente adiará de novo a redução nos estímulos, devido a falta de indicadores econômicos em função da paralisação do governo", comenta Robert Haworth, estrategista sênior de investimento do US Bank Wealth Management.

Segundo Edward Meir, estrategista sênior de commodities da INTL FCStone, o foco dos investidores agora se voltou para a reunião do Fed nos dias 29 e 30 de outubro. "A previsão é que o banco central não tome nenhuma atitude, para garantir que não vai provocar outro choque desnecessário na economia", afirma.

Na noite de ontem, o Congresso norte-americano aprovou, com margens confortáveis, um projeto para financiar o governo até 15 de janeiro e suspender o teto da dívida até 7 de fevereiro do próximo ano. A proposta seguiu para sanção do presidente Barack Obama já no início da madrugada, o que permitiu o retorno dos servidores públicos ao trabalho nesta quinta-feira.

Além do receio de uma nova crise no início de 2014, os analistas agora começam a avaliar o impacto da batalha fiscal recém terminada na economia. Na quarta-feira a agência de classificação de risco Standard & Poor''s reduziu sua projeção para a taxa anualizada de crescimento do PIB dos EUA no 4º trimestre de 3% para 2%, dizendo que a paralisação do governo tirou US$ 24 bilhões da produção econômica. Enquanto isso, Fitch e DBRS colocaram o rating norte-americano em revisão para possível rebaixamento, enquanto a agência de rating chinesa Dagong foi mais longe e já cortou a nota dos EUA, de A para A-. Fonte: Dow Jones Newswires.

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