Pacote deve refletir em ações de bancos e construtoras

O pacote de incentivo ao crédito imobiliário anunciado ontem pelo governo deve refletir hoje nas cotações das ações dos bancos e das construtoras. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, divulgou as medidas pouco antes do encerramento do pregão na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), restando pouco tempo para a realização. Ainda assim, os papéis dos dois setores fecharam em alta. As ações PN do Banco Itaú encerraram o pregão com ganho de 4,38%, o maior do Ibovespa. Os bancos operaram em alta durante todo o dia, à espera do anúncio, segundo o repórter Vinícius Pinheiro. Os papéis PN do Bradesco também fecharam em alta, de 4,22%, enquanto Unibanco unit subiu 2,97%. As construtoras, diretamente beneficiadas, tiveram valorização: Company ON (+4,20%), Rossi ON (+2,84%), Cyrela ON (+0,82%) e Gafisa ON (+0,73%). O pacote prevê a possibilidade de financiamentos imobiliários com taxas prefixadas. Assim, o uso da Taxa Referencial (TR) se torna facultativo. Atualmente, os empréstimos para aquisição de imóveis com recursos da poupança têm taxas de juros máximas de 12% ao ano mais a TR. O cliente poderá ainda financiar a casa própria por meio de crédito consignado. A Febraban, entidade que reúne os bancos, elogiou o pacote. Natalino Gazonato, diretor de Crédito Imobiliário e Poupança da Febraban, disse que a criação do financiamento prefixado com recursos da poupança era uma reivindicação antiga dos bancos. Para ele, isso irá baratear o custo do crédito ao tomador final. "As taxas deverão ficar abaixo do máximo permitido, que hoje seria de cerca de 14% ao ano", afirmou. A Abramat, que congrega os fabricantes de materiais de construção, estima que o setor poderá crescer de 7% a 8% este ano, ante a projeção inicial de 5% feita no começo de 2006, por conta das medidas anunciadas ontem, informou a repórter Chiara Quintão. "O pacote habitacional beneficia o usuário e toda a cadeia da construção civil", afirmou o presidente da entidade, Melvyn Fox. O Sinduscon-SP, que reúne as construtoras, mostrou menos otimismo, mas manteve a previsão de crescimento para o ano em 5,1%. A entidade informa que o desempenho havia sido fraco no segundo trimestre.

Agencia Estado,

13 de setembro de 2006 | 07h47

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