Para Braskem, preço interno não acompanha recuperação externa

A Braskem diz que seus preços no mercado doméstico no segundo trimestre de 2006 não evoluíram na mesma velocidade da forte recuperação verificada nas cotações internacionais de resinas e produtos petroquímicos. A empresa atribui a situação à dinâmica de alguns mercados, à volatilidade cambial e à defasagem natural entre uma alteração no mercado internacional e sua efetiva correspondência no mercado doméstico.No mercado de PE (polietileno), o aumento da oferta em decorrência da entrada da Rio Polímeros gerou um excesso de capacidade disponível no mercado local, o que impactou os spreads locais. Nesse cenário, os preços internacionais apresentaram melhoria de 15% no segundo trimestre de 2006, mas as cotações da empresa no mesmo período permaneceram em linha com as praticadas no trimestre anterior.Para o PP (polipropileno), a valorização do real criou uma oportunidade para o aumento das importações de resinas e de transformados (produtos finais), o que trouxe maior concorrência para os clientes e comprimiu, portanto, as margens da cadeia petroquímica nacional. Dessa forma, os preços médios no mercado doméstico, nesse segundo trimestre de 2006, permaneceram estáveis e os internacionais registraram crescimento de 15%.O mercado de PVC resistiu à pressão da oferta e apresentou preços apenas 3% menores, em US$/t, comparando-se o segundo trimestre de 2006 com o primeiro trimestre, enquanto o mercado internacional registrou queda de preços de 6%, em dólares, no mesmo período.Já o mercado de BTX, dentro da linha de aromáticos, apresentou preços, em US$/t, 8% maiores no mercado local e 10% maiores no mercado externo, quando comparados aos do trimestre anterior, puxados principalmente pela alta do benzeno no mercado internacional, que apresentou aumento de 47% em junho comparado a março de 2006.Durante o segundo trimestre de 2006, o custo dos produtos vendidos da Braskem foi de R$ 2,5 bilhões, 9% maior que o pro forma para o trimestre imediatamente anterior e para o mesmo período de 2005. Os custos, na comparação anual, foram impactados em US$ 63 milhões pelo aumento de 35% no preço da nafta comprada, decorrente do substancial aumento no preço do petróleo. Adicionalmente, o custo da Braskem apresentou-se mais elevado em US$ 5 milhões em função dos aumentos de gastos com de energia (energia elétrica, gás, vapor, óleo combustível e outras utilidades). A variação do câmbio (12,0% de valorização do real entre os períodos) por sua vez, compensou parte do impacto.

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