Para mais de 60% dos brasileiros, dinheiro não traz felicidade

Segundo pesquisa, brasileiros colocam o aspecto monetário em quarto lugar na lista de prioridades

Gabriela Vieira, Agência Estado

25 de abril de 2013 | 18h02

SÃO PAULO - A intrigante pergunta ''o que é felicidade?'' foi mais uma vez objeto de pesquisa. O Instituto Akatu entrevistou 800 pessoas de doze capitais do País e concluiu que mais de 60% dos entrevistados relacionaram o sentimento com a saúde e o convívio social com família ou amigos.

 

Em seguida apontaram qualidade de vida. O quesito "dinheiro" veio em quarto lugar entre os itens que mais fazem as pessoas felizes. Segundo a "Pesquisa Akatu 2012: Rumo à Sociedade do Bem-Estar", divulgada nesta quinta-feira, 25, apenas cerca de três em cada dez brasileiros (33%) indicaram a tranquilidade financeira em suas respostas.

 

O levantamento também destacou oito temas (afetividade, alimentos, água, durabilidade, energia, mobilidade, resíduos e saúde) nos quais os entrevistados escolheram, aleatoriamente, entre caminhos considerados sustentáveis ou "de sociedade de consumo".

 

"Em cinco dos oito temas predominaram as escolhas sustentáveis", indica o diretor presidente do Instituto Akatu, Hélio Mattar.

 

Ocorreu um empate entre as escolhas nas temáticas sobre energia e resíduos. Apenas no assunto saúde a maioria das pessoas optou pela opção consumista, que era a de possuir um bom plano de saúde. "Essa resposta na verdade é condizente com o que as pessoas consideraram ser felicidade.

 

Ela revela mais uma preocupação com a saúde e com a precariedade do sistema público. Até mesmo porque a outra opção consistia em práticas preventivas, como ter mais lazer e fazer exercícios físicos", explica Mattar.

Consumo consciente. Ainda foi possível concluir que o número de consumidores conscientes é maior quanto mais alta a classe social dos entrevistados.

 

No entanto, destaca Mattar, a tendência à maior preferência pelo "caminho da sustentabilidade" pode ser verificada em todas as classes econômicas. Para o diretor da Akatu, algumas práticas sustentáveis ainda têm o fator econômico como limitador.

 

É o caso da compra de produtos orgânicos ou provenientes de materiais reciclados, que costumam ser mais caros do que os regulares.

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