Para Sadia, recusa de controladores da Perdigão foi precipitada

A Sadia enviou comunicado ao mercado hoje a respeito de sua oferta frustrada pela Perdigão. Em nota hoje nos jornais, a empresa diz que a recusa do bloco de controle da Perdigão foi precipitada, e que não se deu aos minoritários a oportunidade de examinar a proposta em detalhes. A Sadia diz ainda lamentar que os controladores tenham desprezado o prazo para responder à oferta, pois poderiam ter produzido outro laudo de avaliação sobre o negócio. Veja a íntegra do comunicado:"A Sadia declara que o grupo de controle da Perdigão não aceitou a oferta de aquisição dirigida a 100% dos acionistas da companhia.Pela forma precipitada com que os controladores da Perdigão recusaram a oferta, ficou evidente que os integrantes do referido grupo decidiram não dar aos acionistas minoritários a oportunidade de examinar detalhadamente a proposta, que respeitava totalmente as normas do estatuto da Perdigão e as regras do Novo Mercado.A oferta voluntária da Sadia foi pioneira e mereceu reconhecimento da grande mídia e de analistas independentes. Foi também positivamente percebida pelo próprio mercado, que valorizou as ações da Sadia e da Perdigão na última semana.Ficou claro para todos que se tratava de uma união entre duas tradicionais companhias brasileiras, para competir em igualdade de condições com concorrentes internacionais em setor estratégico para o País. Lamentamos que os detentores de ações, que representam 55% do capital da Perdigão, tenham desprezado o prazo para responder à oferta. Neste prazo, poderiam produzir outro laudo de avaliação a ser elaborado por instituição financeira independente, que lhes daria condições para avaliar o valor oferecido - R$ 29,00 por ação, na última oferta.Através dessa iniciativa, a Sadia demonstrou ser uma empresa arrojada, inovadora, com as melhores práticas de governança corporativa. Amparada na sua solidez financeira e com grande capacidade de financiamento para sua expansão, a Sadia, líder de mercado, reforça o seu compromisso com o Brasil e de crescimento no cenário internacional."

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