Parceria de Santista Têxtil com Tavex já começa a gerar frutos

As primeiras medidas da Santista Têxtil após a fusão com a espanhola Tavex já começam a ser tomadas. Até o final do ano a empresa trará entre 200 e 300 mil metros de denim do tipo premium da parceira européia para comercializar no Brasil e na Argentina. O projeto é experimental. O produto é considerado de qualidade superior ao premium da Santista, custa cerca de 50% a mais e, por isso, se destina a um grupo restrito de confecções. A Tavex é líder na Europa no fornecimento deste tecido de maior valor agregado, cuja diferença é principalmente o visual e o acabamento. O negócio entre as duas companhias foi fechado em março.O presidente da Santista, Ricardo Weiss, que assumiu o posto em maio, após a transferência do presidente anterior, Herbert Schmid, para o cargo de CEO da nova Tavex, informou que os principais efeitos da fusão devem surgir no próximo ano. A expectativa é que o volume de tecido vendido a todos os países da Europa aumente na medida que a Santista possa utilizar a estrutura de distribuição da parceira, já bastante desenvolvida. Outro projeto é comercializar por lá também os tecidos de workwear (comerciais), divisão que no Brasil responde por cerca de 20% do faturamento.Weiss reiterou que a empresa ainda está trabalhando na montagem de uma plataforma na América Central e acredita que já no ano que vem conseguirá maior penetração dos Estados Unidos a partir dela. Ele não quis adiantar se será mais de uma fábrica e o país onde será instalada a unidade. Sobre o investimento da companhia na Ásia, ele informou que será a etapa seguinte. Naquela região, a intenção é aproveitar simultaneamente o baixo custo de produção e o forte mercado consumidor, oferecendo àquele mercado o denim premium, a fim de não concorrer com as centenas de fabricantes locais, a maioria especializado em tecidos básicos. Quanto aos negócios da empresa no Cone Sul, o executivo disse que o desafio agora, tanto no Brasil, como na Argentina e Chile, onde a companhia tem operações, é recuperar a competitividade abalada pelo câmbio. Ao mesmo tempo em que a queda do dólar desestimulou as exportações, elevou a entrada de produtos asiáticos, acirrando a competição. Na Argentina em específico, a companhia iniciou um processo de otimização da produção com o objetivo de reverter a queda nos resultados. No primeiro semestre de 2006, o prejuízo líquido da empresa somou R$ 14,8 milhões, ante um lucro líquido de R$ 5,7 milhões no mesmo período de 2005. Além dos fatores derivados do câmbio, o resultado foi motivado pela combinação de queda da demanda dos varejistas brasileiros e comercialização de um mix de produtos mais popular, de preço médio menor, explicou Weiss.Por causa deste cenário conjuntural, os investimentos da companhia estão perto de 50% mais baixos que a média histórica. Até setembro, nos três países, a empresa investiu R$ 24 milhões. A empresa apresentou hoje novos tecidos desenvolvidos com nanotecnologia para o segmento workwear (para camisaria de uniformização, ternos e conjuntos sociais). Os produtos apresentam as vantagens de maior absorção, evaporação, resistência e, no caso da aplicação no poliéster, maior dificuldade em manchar. Os estudos foram desenvolvidos nos últimos três anos e a previsão da empresa é que em um ano toda a divisão de inovação, na qual os novos tecidos estão incluídos, representem 10% do faturamento. A Santista Têxtil é líder no fornecimento de tecidos para uniformização do Mercosul, fabricando tecidos para roupas profissionais voltadas aos setores industriais, de serviços e de proteção individual.

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