Pátria prevê fazer três investimentos em 2013, diz CEO

A gestora de recursos Pátria Investimentos planeja fazer três investimentos com o seu quarto fundo de private equity (que compra participações em empresas) no ano de 2013, de acordo com Luiz Otavio Magalhães, CEO e sócio fundador da empresa. Os setores que despertam mais interesse da gestora são, conforme ele, voltados para a classe média.

ALINE BRONZATI E GABRIELA FORLIN, Agencia Estado

28 de novembro de 2012 | 14h05

"Estamos mais focados em segmentos que ofertam produtos e serviços para a sociedade em geral, aproveitando a ascensão das classes D e E para C e B. Esses setores são muitos menos sujeitos a normas e medidas econômicas", disse o executivo, em almoço com a imprensa.

Segundo ele, a expectativa é fazer três negócios em 2013, mas este número pode crescer de acordo com as oportunidades. O investimento em cada negócio deve acompanhar o histórico da gestora, alternando entre R$ 80 milhões e R$ 150 milhões, conforme Magalhães.

Sobre os preços dos ativos, o CEO do Pátria admitiu que os valores estão um pouco mais elevados do que a gestora gostaria. Conforme ele, isso impactou o volume de negócios na área de fusões e aquisições (M&A, na sigla em inglês) em 2012.

Magalhães também disse que o Pátria, cujo apetite é por empresas de médio porte, tem sentido um aumento de concorrência entre os fundos de private equity, mas que isso pesa mais para as gestoras que têm foco em grandes empresas.

Em relação a possíveis desinvestimentos, o executivo destacou que não há nenhum planejamento no curto prazo, mas que há a possibilidade de o Pátria fazer alguma saída em 2013. "Depende muito das flutuações dos mercados", analisou ele.

Segundo Magalhães, a duração média do investimento do Pátria em uma empresa tem sido entre seis e sete anos. A gestora tem mais de R$ 11,8 bilhões em ativos e investe em fundos de private equity, infraestrutura, imobiliário, multimercado, entre outros.

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