Patrocinadores do Cirque du Soleil usam criatividade para expor marcas

Os patrocinadores do Cirque du Soleil montaram um circo à parte para receber o espetáculo mais aguardado do ano em São Paulo. Quem circular pela região onde foi armada a tenda do circo, na zona sul da cidade, vai perceber um clima parecido com o de Copa do Mundo nos próximos três meses.Para pegar carona no apelo do circo mais famoso do mundo, vale tudo: desde shows exclusivos para clientes especiais e raspadinhas em supermercados para concorrer a ingressos até espalhar bonecas gigantes pela região e colocar televisores de plasma em pontos de ônibus.A vinda do circo, que fez seu primeiro espetáculo na quinta-feira e fica na cidade até 22 de outubro, foi usada principalmente como pretexto para falar com um consumidor que tem muito dinheiro e é ávido por novidades. Em março, cinco meses antes da estréia, o Bradesco já fazia venda antecipada de ingressos para os seus 300 mil clientes Prime. O banco vendeu 40 mil ingressos só para os shows de São Paulo.Além da campanha de massa, o Bradesco colocou bonecas de sete metros em três locais da cidade e espalhou cartões postais do Cirque du Soleil em bares e boates. Em setembro, o banco fará uma de suas últimas ações associadas ao circo. Trata-se de uma versão reduzida do espetáculo para 8 mil alunos da Fundação Bradesco. O banco apostou alto na trupe. ?Não podemos revelar os números, mas o investimento foi bem mais alto que o feito na exposição do Picasso, que ficou em torno de R$ 6 milhões?, diz o diretor de marketing do Bradesco, Luca Cavalcante.A Visa aproveitou o frisson em torno da trupe para paparicar seus melhores clientes, donos dos cartões Platinum e Infinite. Na segunda-feira passada, três dias antes da estréia oficial, o circo fez uma apresentação para 500 clientes na Casa Fasano. ?Esse público aprecia coisas exclusivas, quer ter acesso antes de todo mundo?, diz o diretor de marketing da Visa, Joseph Levy. Além da Visa e do Bradesco, IBM e TAM também farão shows particulares ou sessões fechadas para clientes especiais. ?É uma mídia dirigida, com dispersão zero. O anunciante sabe exatamente com quem está falando?, diz Eduardo Barrieu, diretor-comercial da CIE Brasil, produtora da temporada brasileira do Cirque.A Gradiente gastou R$ 600 mil da sua verba de marketing anual de cerca de R$ 10 milhões para associar seu nome ao evento. A ação mais inusitada foi a de colocar quatro telas de plasma de 42 polegadas em cada um dos dois pontos de ônibus mais próximos à tenda do circo. Não, o objetivo da Gradiente não é vender TV de plasma para quem pega ônibus. O que ela pretende mesmo é chamar a atenção do público que for ao espetáculo e de quem passar pela região de carro ou a pé. ?Essa foi uma forma de chegar mais próximo do nosso público. Daqui para frente, a Gradiente vai se concentrar em linhas mais nobres de eletrônicos?, diz o diretor de vendas e marketing da Gradiente, Fernando Fischer. A companhia estreou no segmento de TVs de plasma no final do ano passado. No último mês, lançou uma linha de televisores com telas de cristal líquido (LCD).

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