Rafael Neddermeyer/Fotos Públicas
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Pelo terceiro dia seguido, dólar fecha abaixo dos R$ 3,80

Ação do Banco Central influenciou movimento de baixa da moeda; Bolsa teve dia volátil, mas fechou em alta, refletindo a reação do mercado a dados dos EUA e a balanços de empresas

Cláudia Violante, O Estado de S. Paulo

05 de novembro de 2015 | 18h42

O dólar recuou ante o real nesta quinta-feira, 5, e fechou em baixa de 0,55%, aos R$ 3,7759. Foi o terceiro dia consecutivo em que a cotação permaneceu abaixo dos R$ 3,80 - o que não ocorria desde o início de setembro. A Bovespa teve um pregão bastante volátil, mas conseguiu garantir na última hora um fechamento em alta. 

No mercado cambial, o dólar foi influenciado pela oferta do Banco Central de mais US$ 500 milhões ao mercado em dois leilões de linha. O objetivo da ação é garantir a liquidez neste fim de ano, quando aumentam as remessas de filiais às matrizes que estão no exterior.

A moeda americana chegou a subir no início do dia, dando continuidade à reação do mercado à fala da presidente do Federal Reserve (Fed, o Banco Central americano), Janet Yellen, de que o aperto monetário no país pode acontecer em dezembro. Mas os leilões do BC pressionaram a moeda para baixo, movimento que foi reforçado por dados dos EUA. Os pedidos de auxílio-desemprego no país subiram para 276 mil na última semana, acima da previsão de 260 mil.

Bolsa. Em dia de agenda relativamente tranquila, os resultados corporativos se destacaram. Principal índice de ações do mercado, o Ibovespa terminou a sessão em alta de 0,71%, aos 48.046,76 pontos. Na mínima, marcou 47.430 pontos (-0,59%) e, na máxima, 48.061 pontos (+0,74%). No mês, acumula ganho de 4,75% e, no ano, perda de 3,92%. O giro financeiro totalizou R$ 6,005 bilhões.

O giro fraco e a expectativa com o relatório do mercado de trabalho norte-americano, para o qual a previsão é de criação de 183 mil vagas, pautaram os negócios durante a sessão. Além disso, saíram diversos balanços financeiros e isso acabou conduzindo individualmente o comportamento de muitos papéis domésticos, com influência sobre o índice.

Entre as ações mais negociadas da Bolsa, os papéis da Petrobrás com direito a voto em assembleia (ON) avançaram 0,10% e os com preferência por dividendos (PN) tiveram ganhos de 0,37%. O recuo do preço do petróleo influenciou o desempenho das ações, que subiram no final do pregão. Já os papéis ON da Vale cederam 2,59%, e os PNA recuaram 1,63%.

Entre as empresas que divulgaram balanços, Smiles foi um dos destaques de ganhos do índice ao subir 6,52%. Já a Vivo caiu 4,84%, a maior baixa do Ibovespa.

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