Perdas em Wall Street derrubam bolsas asiáticas

Tóquio cedeu 3,6%, ao menor nível em 16 meses, Hong Kong perdeu 1% e Xangai recuou 0,5%

Hélio Barboza, Ricardo Criez e Roberto Carlos dos Santos, da Agência Estado,

31 de agosto de 2010 | 07h51

Os principais mercados da Ásia encerraram o mês de agosto no negativo, no embalo dos maus resultados de Wall Street e das expectativas de fraco desempenho da economia norte-americana. A Bolsa de Kuala Lumpur não operou devido a feriado local.

A Bolsa de Tóquio cedeu, com o índice Nikkei 225 atingindo a menor pontuação dos últimos 16 meses, ante a realização de lucros que se seguiu ao fraco desempenho das bolsas de Nova York ontem e a uma nova valorização do iene, ao mesmo tempo que os investidores pediam medidas mais agressivas do que as apresentadas ontem pelo banco central. O índice Nikkei 225 teve queda de 325,20 pontos, ou 3,6%, e fechou aos 8.824,06 pontos, o nível mais baixo desde 28 de abril do ano passado.

O índice Hang Seng, da Bolsa de Hong Kong, caiu 200,73 pontos, ou 1%, e terminou aos 20.536,49 pontos - no mês, o índice acumulou baixa de 2,3%.

Já as Bolsas da China sofreram com as preocupações sobre o aumento da inflação e os últimos movimentos de Pequim para controlar o setor imobiliário. O índice Xangai Composto baixou 0,5% e encerrou aos 2.638,80 pontos - em agosto, o índice apresentou estabilidade. Por sua vez, o índice Shenzhen Composto subiu 0,7% e terminou aos 1.166,50 pontos.

O yuan atingiu sua maior desvalorização em relação ao dólar em mais de dois meses, após o Banco Central chinês fixar a taxa de paridade central dólar-yuan no seu maior nível em dez semanas (de 6,8025 yuans para 6,8105 yuans). No mercado de balcão, o dólar fechou cotado em 6,8074 yuans, de 6,8030 yuans do fechamento de segunda-feira.

A Bolsa de Taipé, em Taiwan, encerrou o dia em baixa, na trilha dos resultados negativos registrados em Wall Street e com os resultados decepcionantes da Hon Hai no 1º semestre atingindo as ações de tecnologia. O índice Taiwan Weighted caiu 1,6%, fechando em 7.616,28 pontos.

Na Coreia do Sul, a Bolsa de Seul fechou em baixa, com as quedas no mercado dos EUA provocando acentuada venda de papéis domésticos por parte de investidores estrangeiros - especialmente nas ações blue chips do setor de tecnologia. O índice Kospi recuou 1% e fechou aos 1.742,75 pontos.

Na Austrália, o índice S&P/ASX 200 da Bolsa de Sydney declinou 1,1% e terminou aos 4.404,2 pontos.

Nas Filipinas, prevaleceu o otimismo sobre as perspectivas para a economia local e o índice PSE da Bolsa de Manila teve avanço de 0,2%, fechando aos 3.566,23 pontos.

A Bolsa de Cingapura teve baixa depois que sentimento global de risco enfraqueceu e os investidores fugiram de ativos de risco como ações e moedas. O índice Straits Times cedeu 0,2% e fechou aos 2.950,33 pontos.

O índice composto da Bolsa de Jacarta, na Indonésia, recuou 0,6% e fechou aos 3.081,88 pontos, influenciado pela desvalorização da moeda e quedas nas demais Bolsas da região em meio a preocupações sobre a situação econômica global.

O índice SET da Bolsa de Bangcoc, na Tailândia, subiu 0,4% e fechou aos 913,19 pontos, revertendo perdas iniciais graças a sólidas compras de diversas ações de primeira linha como Krung Thai Bank e Siam Cement, que se sobrepuseram às vendas de papeis de telecomunicações, particularmente da True Corp, a qual é vista agora como possível perdedora no leilão de licenças de telefonia móvel 3G que se dará em breve. As informações são da Dow Jones

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