Perspectivas para o setor petroquímico no Brasil

Revisamos nossas projeções, preços-alvo e recomendações: Mantivemos as nossas recomendações de compra para as ações Petróleo Ipiranga, com aumento do preço-alvo para R$ 24,11/ação; e Copesul, com redução do preço-alvo para R$ 38,56/ação; e de manutenção para os papéis da Braskem, com diminuição do preço-alvo para R$ 18,36/ação; Ultrapar, com elevação do preço-alvo para R$ 46,70/ação, e alteramos a recomendação da Suzano Petroquímica para manutenção (ante sugestão anterior de compra), com recuo do preço-alvo para R$ 5,25/ação. Os preços-alvo tomam como data-base dezembro de 2006; Além das principais premissas referentes a cada companhia, atualizamos também as nossas projeções macroeconômicas, utilizando novas taxas de câmbio para o longo prazo. Alteramos também o risco-País utilizado para 250 pontos-base e, finalmente, devido às sucessivas altas de juros norte-americanos, elevamos a taxa livre de risco de 4,5% para 5%; Petróleo Ipiranga: Acreditamos que as empresas do Grupo Ipiranga são as que mais se beneficiariam no cenário de curto e médio prazo. O consumo de combustíveis deverá aumentar à medida que a economia cresce e o fato de a Petrobras não repassar as oscilações de preços imediatamente com certeza ajudará a prevenir alguma retração na demanda em função dos altos preços do petróleo internacional; Copesul: A redução em nosso preço-alvo se deve principalmente à mudança no cenário futuro em relação à matéria-prima, cujos preços deverão se manter em patamares mais elevados que o esperado anteriormente no curto e médio prazo. Porém esse efeito foi compensado por ganhos relativos a PIS/Cofins derivados da MP do Bem que já teve início em março de 2006. Além disso, após o não-exercício da opção da Petroquisa e manutenção da estrutura acionária atual, a empresa deverá continuar a pagar elevados dividendos, sendo um excelente pagador de dividendos e, em nossa opinião, a empresa mais defensiva no setor; Braskem e Suzano Petroquímica: Acreditamos que o cenário desafiador para as petroquímicas deva continuar no curto prazo. Além disso, considerando as novas capacidades mundiais planejadas para os próximos anos, podemos estar no início de um novo vale no ciclo petroquímico. Este fato somente seria alterado por um forte crescimento de demanda que até agora não se realizou. Em relação à Suzano Petroquímica, vale ressaltar que a Rio Polímeros ainda é uma incógnita. Mesmo com a queda no preço do gás nos últimos meses, não temos uma idéia clara de como será seu desempenho operacional e, por esse motivo, fomos conservadores em nossas projeções; Ultrapar: O aumento no preço-alvo se deve principalmente à melhor perspectiva para os resultados da Ultragaz. Após a ?reestruturação? do sistema de vendas, a empresa, além de adicionar cerca de R$ 100 milhões em seu Ebitda (sigla, em inglês, para ganhos antes do pagamento de impostos, taxas, depreciações e amortizações, ou geração operacional de caixa) nos próximos dois anos, deverá apresentar melhores margens do que as projetadas por nós anteriormente. No entanto, mais de 50% do Ebitda do grupo é derivado do segmento de petroquímicos, que deverá continuar com margens apertadas no curto e médio prazo, sendo este o principal motivo para a nossa recomendação de manutenção.

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