Petrobrás ajuda, Bovespa sobe 1% e fecha na máxima

Na semana, o índice à vista acumulou baixa de 0,52%, mas, no mês, virou e agora tem alta de 0,41%

Claudia Violante, Agência Estado

17 de dezembro de 2010 | 18h33

A Bolsa de Valores de São Paulo interrompeu hoje três pregões seguidos no vermelho e terminou em alta, puxada pelo ganho consistente das ações da Petrobrás. O vencimento de opções sobre ações na próxima segunda-feira se sobrepôs ao noticiário externo, no qual a principal notícia foi o rebaixamento da Irlanda pela agência de classificação de risco Moody´s, mas que contou ainda com um alerta do Fundo Monetário Internacional sobre a situação da economia irlandesa e o risco de contágio para outros países da Europa.

O índice Bovespa fechou em alta de 1%, aos 67.981,22 pontos, na pontuação máxima do dia. Na mínima, registrou 66.948 pontos (-0,53%). Na semana, o índice à vista acumulou baixa de 0,52%, mas, no mês, virou e agora tem alta de 0,41%. No ano, O Ibovespa registra perda de 0,88%. O volume financeiro somou R$ 5,716 bilhões hoje. Os dados são preliminares.

Petrobrás foi a estrela do pregão hoje, com ganhos superiores a 2%. A ação ordinária (ON) avançou 2,32% e a preferencial (PN), 2,33%. Vale, que também brilha no exercício, fechou sem rumo definido: Vale ON subiu 0,26% e Vale PNA caiu 0,08%. No exterior, os preços dos metais fecharam em alta nas bolsas de commodities, mesmo sinal do petróleo. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), o contrato futuro para janeiro terminou a US$ 88,02 o barril, com variação positiva de 0,36%.

Nos EUA, as Bolsas iniciaram o pregão no negativo, mas apenas o Dow Jones insistiu em continuar no vermelho. Às 18h34, o Dow Jones operava quase estável, com ligeira baixa de 0,10%. O S&P avançava 0,09% e o Nasdaq, 0,31%. Hoje foi dia de "quadruple witching" - vencimento simultâneo de opções e futuros de ações e de índices nos EUA -, o que também trouxe volatilidade à sessão.

A Moody's anunciou hoje o rebaixamento em cinco níveis da nota da Irlanda, além de mantê-la com perspectiva de nova redução. Outra notícia que influenciou os negócios, sobretudo na Europa, veio do FMI, que alertou para o risco de contágio da Irlanda em outras economias, como Espanha, Grécia, Portugal, podendo chegar até mesmo aos Estados Unidos e ao Reino Unido. As bolsas europeias caíram.

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