Petrobrás cai 6% e Bovespa fecha no menor nível em quase três meses

Ações da estatal foram pressionadas pela indefinição sobre o novo mecanismo de reajuste dos combustíveis; Ibovespa perdeu 1,56%, aos 51.446 pontos  

Clarissa Mangueira, Agência Estado

26 de novembro de 2013 | 18h17

Atualizado às 21h

SÃO PAULO - A Bovespa fechou a sessão desta terça-feira, 26, na pior pontuação desde o final de agosto, pressionada fortemente pela queda das ações da Petrobrás e da Vale. O fraco desempenho da Bolsa também foi resultado do contínuo mau humor dos investidores com as questões em torno da meta fiscal, da atividade econômica do Brasil e do julgamento pelo Supremo Tribunal Federal (STF), na quarta, 27, da correção da caderneta de poupança nos planos econômicos das décadas de 1980 e 1990.

No fim do pregão, o Ibovespa caiu 1,56%, aos 51.446,91 pontos - menor pontuação desde 30 de agosto - estendendo as perdas da sessão anterior. Na mínima, registrou 51.433 pontos (-1,59%) e, na máxima, 52.410 pontos (+0,28%). No mês, o índice acumula queda de 5,18% e, no ano, baixa de 15,59%.

Os papéis da Petrobrás recuaram mais de 6% na sessão, em meio à indefinição sobre o mecanismo de reajuste dos combustíveis da companhia. Declarações do ministro da Fazenda, Guido Mantega, provocaram uma onda de vendas nas ações da estatal durante a tarde. Mantega disse que a fórmula de reajuste dos combustíveis não pode ser feita de improviso e que a decisão depende da diretoria da Petrobrás. Mais tarde, em uma declaração separada, o ministro disse que a reunião do conselho da companhia marcada para a sexta-feira está mantida. No fim do pregão, Pebrobrás PN (-6,29%) e Petrobrás ON (-6,43%) fecharam nas mínimas.

A mineradora Vale também apresentou perdas robustas, acelerando a queda com a notícia de que um ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) pediu vista e suspendeu o julgamento de um processo envolvendo a mineradora. O julgamento refere-se a uma dívida estimada em R$ 30 bilhões e cobrada pela Receita Federal por conta da tributação de lucros de empresas coligadas e controladas no exterior. As ações ON caíram 3,20% e as PNA, 3,44%, os menores níveis na sessão.

O declínio acentuado das blue chips ofuscaram a recuperação observada nos papéis dos bancos, que vinham sendo penalizados pelo julgamento, pelo STF, do reajuste das cadernetas de poupança decorrente dos planos econômicos, programado para ter início na quarta-feira, 27, mas que só deve ser concluído em 2014. Banco do Brasil (+3,12%) e Itaú Unibanco (+0,50%) reagiram.

No exterior, as bolsas de Nova York se firmaram em alta à tarde e bateram níveis recordes no fechamento. Isso após uma manhã volátil, em meio a dados positivos do setor imobiliário que ajudaram a compensar a queda da confiança do consumidor americano em novembro. Segundo analistas, a sessão teve clima de tranquilidade, já que quinta-feira é feriado nacional do Dia de Ação de Graças, quando os mercados permanecerão fechados. O índice Nasdaq encerrou o dia acima dos 4 mil pontos pela primeira vez em 13 anos (desde setembro de 2000). Já o Dow Jones fechou em nível recorde pela 42ª vez neste ano.

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